Exame toxicológico

Exame toxicológico

Bárbara Pereira*

31 de agosto de 2021 | 17h45

Bárbara Pereira. FOTO: DIVULGAÇÃO

Muitos motoristas ainda têm dúvidas a respeito do exame toxicológico exigido pelo DETRAN (Departamento Estadual de Trânsito) para caminhoneiros e que parece que em 2022 será uma obrigatoriedade também para motoristas de UBER.

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Toxicologia (Abtox) aponta que mais de 835 mil condutores precisam fazer o exame toxicológico. O motorista que não ficar atento aos prazos estipulados estará sujeito a receber multa de R$ 1.467,35, a partir de setembro.

O exame é simples, indolor e feito a partir de uma pequena amostra do cabelo que é capaz de detectar o consumo de drogas. Entre elas: Maconha e derivados, cocaína e derivados, anfetaminas (destinguindo o consumo como droga do uso terapêutico), metanfetaminas, ecstasy (MDMA, MDA, EVE e MDE), opiáceos e codeína. Para a realização do teste, o motorista precisa apenas levar a carteira CNH e o resultado sai em 10 dias.

Por oferecer um histórico confiável do consumo de drogas, a análise através do fio de cabelo é mais eficaz do que outros testes para drogas. O método possibilita o conhecimento do perfil do uso por um longo período de tempo. É a única tecnologia capaz de detectar o uso constante de substâncias psicoativas com uma visão retroativa mínima de 90 dias. O teste identifica hábitos e costumes em relação ao eventual consumo de drogas.

A análise bioquímica do exame é feita através de uma pequena amostra de cabelos ou pelos do corpo. Esse material é suficiente para a realização do teste. O procedimento da coleta não afeta a estética do motorista. É necessário que o motorista tenha o mínimo de 4 centímetros de cabelo da raiz até a ponta. Caso contrário, será necessário que a coleta seja de pelos do corpo.

A entrega do resultado do exame vai variar de acordo com o estado. No caso da região Sul e Sudeste – correspondente de mais de 70% das CNHs das categorias C, D e E – o prazo varia entre 4 e 10 dias.

*Bárbara Pereira, biomédica, especialista em Imuno hematologia pela UFRJ e biomédica responsável pelo setor de análises clínicas do Lach, laboratório e clínica, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro

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