Ex-secretário de Paes é condenado a 23 anos de prisão por lavagem de dinheiro

Ex-secretário de Paes é condenado a 23 anos de prisão por lavagem de dinheiro

Juiz Marcelo Bretas ainda proibiu Alexandre Pinto de ocupar cargo público e determinou pagamento de indenização de R$ 804,9 mil aos cofres públicos

Fábio Grellet / RIO

15 de outubro de 2018 | 23h01

Ex-secretário municipal de Obras Alexandre Pinto. Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO

O ex-secretário municipal de Obras do Rio Alexandre Pinto foi condenado a 23 anos, 5 meses e 10 dias de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro. A sentença, de quinta-feira, 11, é do juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal, e foi divulgada nesta segunda-feira, 15.

O magistrado também proibiu Alexandre Pinto de ocupar cargo ou função pública pelo dobro do tempo da prisão (46 anos e 10 meses) e determinou o pagamento de indenização no valor de  R$ 804.954,44 aos cofres públicos.

Alexandre Pinto, que foi secretário de Obras de 2010 a 2016, durante a gestão do então prefeito Eduardo Paes (à época no MDB e hoje no DEM), admitiu ter recebido propina de empresas contratadas para realizar obras como o corredor expresso Transcarioca e a despoluição da baía de Jacarepaguá, na zona oeste, além de praticar lavagem de dinheiro para tentar esconder os valores recebidos ilegalmente.

Em janeiro, o ex-secretário de Obras foi preso pela Operação Mãos à Obra, etapa da Lava Jato no Rio. Ele já havia sido capturado em agosto do ano passado pela Operação Rio 40 Graus.

“Entendo ser elevada a sua culpabilidade, diante do nível de formação intelectual e profissional do réu, tendo ocupado o importante cargo público de secretário municipal de Obras da Prefeitura do Rio de Janeiro, tendo agido contra a moralidade e o patrimônio públicos, motivado por mera ganância e ambição desmedidas (motivação), a despeito da sua responsabilidade perante o atendimento das necessidades básicas dos cidadãos do Município do Rio de Janeiro, na seara de sua competência administrativa, no caso destes autos, praticando a lavagem de capitais obtidos ilicitamente em crimes de corrupção praticados no âmbito da secretaria de obras deste município (circunstâncias)”, escreveu Bretas na sentença.

A reportagem não conseguiu contato com os advogados de Alexandre Pinto. O espaço está aberto.

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