‘Ex-presidente é vítima do uso da lei para fins políticos’, diz defesa no Face de Lula

‘Ex-presidente é vítima do uso da lei para fins políticos’, diz defesa no Face de Lula

Advogados alegam nas redes sociais que petista, condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Operação Lava Jato, 'é objeto de investigação politicamente motivada'

Luiz Vassallo

12 de julho de 2017 | 19h24

Cristiano Zanin. Foto: Divulgação

Os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins, afirmaram, nesta quarta-feira, 12, que o ex-presidente é objeto de ‘investigação politicamente motivada’ e que o julgamento que condenou o petista a 9 anos e 6 meses de prisão ‘ataca o Estado de Direito do Brasil’. Os defensores ainda declararam, via Facebook de Lula, que o juiz federal Sérgio Moro ‘deveria se afastar de todas as suas funções’ e que vai ‘provar a inocência’ de Lula em ‘Cortes não tendenciosas, incluindo as Nações Unidas’.

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O ex-presidente foi sentenciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro de R$ 2,25 milhões por supostamente ter aceitado o triplex no Guarujá e as respectivas reformas no imóvel que teriam sido bancadas pela empreiteira OAS como forma de pagamento de propinas. Na decisão, Moro concedeu o direito de recurso em liberdade, interditou Lula para o exercício de cargos públicos e ordenou o confisco do imóvel no litoral sul de São Paulo.

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Em resposta à condenação, os defensores do ex-presidente afirmam que o juiz da Lava Jato ‘deixou seu viés e sua motivação política claros desde o início até o fim deste processo’. “Seu julgamento envergonhou o Brasil ao ignorar evidências esmagadoras de inocência e sucumbir a um viés político, ao mesmo tempo em que dirige violações contínuas dos direitos humanos básicos e do processo legal. O julgamento prova o que argumentamos o tempo todo – que o juiz Moro e a equipe do Ministério Público na Lava Jato foram conduzidos pela política e não pela lei”.

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“Ninguém está acima da lei, mas ninguém está abaixo da lei. O presidente Lula sempre cooperou plenamente com a investigação, deixando claro para o juiz Moro que o local para resolver disputas políticas são as urnas, não as cortes de justiça. A investigação teve um impacto enorme na família de Lula, sem deixar de mencionar sua esposa Marisa Letícia, que morreu tragicamente este ano”, afirma a defesa.

Os advogados ainda sustentam que ‘o presidente Lula tem sido vítima do lawfare, o uso da lei para fins políticos, famoso método foi usado com efeitos brutais em diversas ditaduras ao longo da história’.

“O processo foi um enorme desperdício do dinheiro dos contribuintes e envergonhou o Brasil internacionalmente. É tempo agora para reconstruir a confiança nas leis brasileiras e o juiz Moro deveria se afastar de todas as suas funções”.