Ex-prefeitos no Paraná condenados a 26 anos de prisão por organização criminosa

Ex-prefeitos no Paraná condenados a 26 anos de prisão por organização criminosa

Rui Sérgio de Souza e Olizandro José Ferreira, ex-administradores do município de Araucária, e também outros réus da Operação Alqueire de Ouro, terão de devolver R$ 1,8 mi aos cofres públicos

Pedro Prata

11 de setembro de 2019 | 12h47

Os ex-prefeitos de Araucária, no Paraná, Rui Sérgio de Souza e Olizandro José Ferreira foram condenados a 26 anos de prisão por organização criminosa, dispensa indevida de licitação, peculato e lavagem de dinheiro.

Araucária é a terceira cidade mais populosa do Paraná. Foto: Pixabay/@eltonsipp

A decisão é decorrente da Operação Alqueire de Ouro, segunda fase da Operação Sinecuras, do Ministério Público do Paraná, que investigou crimes cometidos contra a administração pública na cidade entre 2013 e 2016.

Araucária, na região metropolitana de Curitiba, tem cerca de 145 mil habitantes. É a terceira cidade mais populosa do Paraná.

Outros sete réus foram condenados a penas que variam de 19 a 24 anos de prisão.

Três acusados já cumprem pena por outras condenações na operação: um dos ex-prefeitos, que está preso, e outros dois monitorados por tornozeleira eletrônica.

A sentença da Vara Criminal de Araucária determina também que os réus sejam afastados de eventuais funções ou cargos públicos que exerçam e, de maneira solidária, devolvam aos cofres públicos o valor mínimo de R$ 1,8 milhão.

Alqueire de ouro

A segunda fase da Operação Sinecuras, batizada de Alqueire de Ouro, apontou o superfaturamento na compra de um terreno feita pela Companhia de Desenvolvimento de Araucária (Codar) em 2016.

As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Paraná.

De acordo com as investigações, a Codar comprou um terreno de um alqueire às margens da rodovia PR 423 por R$ 1,84 milhão, preço acima da média de mercado para imóveis na região.

À época, justificou que o terreno seria usado para a instalação de uma incubadora de empresas. Após a deflagração da operação, no entanto, o dono do terreno admitiu que o valor recebido pelo terreno foi de de R$ 1,44 milhão.

A diferença de R$ 400 mil teria sido repassada aos diretores da Codar e aos dois ex-prefeitos.

COM A PALAVRA, OS EX-PREFEITOS

A reportagem busca contato com a defesa dos ex-prefeitos. O espaço está aberto para manifestação. (pedro.prata@estadao.com)

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