Ex-diretor ligado ao PT tem mais R$ 677 mil bloqueados

Arresto determinado em Operação Lava Jato no Brasil ultrapassa R$ 100 milhões

Redação

26 de novembro de 2014 | 14h58

Por Fausto Macedo, Ricardo Brandt e Mateus Coutinho

O ex-diretor de Serviços da Petrobrás Renato de Souza Duque teve mais R$ 677 mil bloqueados pela Justiça Federal, nos autos da Operação Lava Jato, que apura cartel, corrupção e propina nas obras da estatal.

Ligado ao PT e ao ex-ministro José Dirceu, Duque já teve R$ 3 milhões bloqueados por determinação do juiz federal Sérgio Moro em outros bancos.

Renato Duque é levado à sede da PF no Rio - Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

Renato Duque é levado à sede da PF no Rio – Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

Com os novos arrestos chega à quase R$ 100 milhões o total recolhido das contas de 14 executivos das maiores empreiteiras do País, do ex-diretor e do operador do PMDB Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano. Eles estão presos em Curitiba (PR).

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O valor bloqueado aumentou devido a busca nas contas de investimentos dos acusados da Lava Jato. Nesta quarta-feira, o Banco Itaú apresentou os valores encontrados na terça. A defesa do vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Hermelino Leite, pediu o desbloqueio de R$ 463 mil de três contas correntes. O criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que defende o executivo, argumentou que o dinheiro nas contas serve para sustentar a mulher e duas filhas e foi conseguido legalmente.

O juiz pediu ao todo o bloqueio das contas correntes e dos investimentos de 19 alvos dessa sétima etapa da Lava Jato, batizada de Juízo Final. Do núcleo empresarial do esquema são 14 executivos da Camargo Corrêa, OAS, Mendes Júnior, Engevix, Galvão Engenharia, Queiroz Galvão e UTC. Estão também na lista o ex-diretor de Serviços, o operador do PMDB Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano e três empresas ligadas a eles, a Technis Planejamento e Gestão em Negócios, Hawk Eyes Administração de Bens Ltda. e a DT3M Consultoria e Participações Ltda.

Em comunicado na terça, o executivo Ildefonso Colares Filho, que trabalhou na Queiroz Galvão, teve mais R$ 17 milhões em investimentos em letras de crédito de agronegócio bloqueados no Banco do Brasil. Othon Zanoide de Moraes Filho teve mais R$ 981 mil em investimentos em fundos e letras no mesmo banco.

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