Ex-diretor Financeiro da Petrobrás é ouvido por Moro em ação contra Bumlai

Almir Barbassa afirmou a juiz da Lava Jato que a contratação do Grupo Schahin, para operar o navio-sonda Vitoria 10000, foi levada à Diretoria Executiva por ex-diretores de Internacional Nestor Cerveró e Jorge Zelada; segundo ele, contrato deveria ter sido rompido quando houve inadimplência

Julia Affonso e Fernanda Yoneya

02 de março de 2016 | 17h40

Bumlai foi preso nesta terça-feira, 24. Foto: André Dusek/Estadão

Bumlai foi preso nesta terça-feira, 24. Foto: André Dusek/Estadão

O ex-diretor Financeiro da Petrobrás Almir Guilherme Barbassa afirmou nesta quarta-feira, 2, que o contrato com o Grupo Schahin para operação do navio-sonda Vitória 10000 deveria ter sido rompido, quando houve inadimplência da empresa.

Barbassa foi ouvido como testemunha de acusação no processo em que são réus o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, e donos do Grupo Schahin. A contratação da empresa para operação do navio-sonda – de exploração de petróleo em alto mar – Vitoria 10000 teria sido dirigido, como contrapartida a um empréstimo de R$ 12 milhões concedido ao PT, em 2004, em nome do pecuarista e nunca pago. Bumlai é acusado de atuar para a contratação irregular da Schahin.

Barbassa foi diretor da área Financeira da Petrobrás de 2005 a 2015. Ele explicou como funcionou o contrato no navio-sonda Vitoria 10000. A sonda pertencia a uma subsidiária da Petrobrás, que arrendava para a Schahin, que operava o equipamento e alugava para a estatal.

O processo do navio-sonda começou com o ex-diretor de Internacional Nestor Cerveró e foi concluído pelo seu sucessor Jorge Zelada – ambos réus da Lava Jato.

Foi ouvido ainda o auditor da Receita Federal Cesar Kenji Nakano, outra testemunha de acusação do MPF.

 

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