Eventos online como estratégia de crescimento organizacional

Luiz Gustavo Borges*

26 de outubro de 2020 | 03h00

Muito tem se falado sobre a quantidade e a qualidade das lives realizadas durante quarentena. YouTube, Instagram ou qualquer outra rede social foram grandes fomentadoras deste novo estilo de entrega de conteúdo e caiu no gosto de diversos artistas e marcas. Assim como outros segmentos, os cantores de todos os cantos do Brasil também precisaram se reinventar e os palcos passaram a ser as telas do celular, TV e computador.

Com repertórios de diversos gostos, de cunho social e com o intuito de arrecadações para o combate ao coronavírus, eis que surge um fenômeno nos negócios. Shows que antes eram realizados para 10, 20, 50 ou 100 mil pessoas, passaram a ter mais de três milhões de telespectadores, engajamento esse extremamente inimaginável nos eventos físicos. Se olharmos por outro ângulo, pessoas que nunca tiveram a oportunidade de ir em um determinado show, passaram a ter a chance dessa experiência na forma remota e sem gastos elevados com deslocamento e hospedagem.

De olho nesse mercado em ascensão, aos poucos empresas e associações começaram a entender que os eventos online não seriam passageiros, e a necessidade de se adaptarem foi imediata. Para se ter uma ideia, em 2019 nós realizamos 25 congressos online e com a chegada da pandemia, ultrapassamos esse número em apenas quatro meses. Em setembro, foi atingida a marca de mais de 900 mil inscrições em eventos online. Acredito que muito disso só foi possível porque as marcas, empreendedores e companhias entenderam a o potencial que o digital tem para fomentar e impulsionar o segmento.

Além disso, tem algo particularmente que gosto de enfatizar sobre o setor de eventos online – a democratização. Para as pessoas que estão em busca por conteúdos, elas possuem autonomia para escolher aquilo que melhor interessar, participar de onde quiser e interagir com os palestrantes com uma proximidade muito mais real do que um evento tradicional permite.

Já para as organizações que estão realizando seus eventos digitais ou pensam em começar, as plataformas online possibilitam uma abrangência e engajamento de uma magnitude imensurável. A tecnologia oferece a chance de pessoas de diversas regiões do mundo conhecerem o que você faz e a marca que representa. Esse impacto jamais seria possível de se alcançar com os eventos presenciais, mas com certeza será uma união que dará super certo na retomada do setor.

No mais, já ficou claro que os eventos online são um caminho sem volta. Esse formato veio para ficar, porém não tira a importância e relevância que o mercado tradicional tem para a economia mundial. Por isso fica uma provocação – será que você ainda vai para o tudo ou nada e correr o risco de falhar ou será que agora é a hora de transformar (literalmente) o seu evento e expandir sua empresa?

*Luiz Gustavo Borges é CEO da Congresse.me

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