Eu creio: o que a Educação tem de substantivo é ser Verbo…

Eu creio: o que a Educação tem de substantivo é ser Verbo…

José Barroso Filho*

15 de janeiro de 2020 | 04h30

José Barroso Filho. FOTO: DIVULGAÇÃO

*José Barroso Filho, professor e ministro do Superior Tribunal Militar

EU CREIO…

Que a Educação é único caminho portador de um Futuro de desenvolvimento e realização das nossas potencialidades

EU CREIO …

Que a Educação deva propiciar:

– Ampliação da percepção de Mundo;

– Emancipação.

Afinal… os limites do nosso mundo são os limites do nosso conhecimento.

EU CREIO…

Ser essencial a Formação do estudante do século XXI para o século XXI… direcionada ao…

– Conhecimento;

– Tirocínio (Capacidade decisória);

– Criatividade;

– Inovação.

EU CREIO…

Que a Educação deva ter absoluta prioridade no Planejamento e Gestão Estratégicos de um projeto que vise o Desenvolvimento Nacional.

EU CREIO…

Que o Planejamento Estratégico da Educação deve observar os seguintes pilares:

– Identificação de objetivos.

– Definição de métodos e de metodologias.

– Criação de uma ambiência educacional adequada

e

dentro da ambiência educacional… devamos ressaltar:

– Qualificação e reconhecimento dos professores;

– Qualificação e reconhecimento dos gestores escolares;

– Adequação de meios aos fins. 

EU CREIO …

Que quando tratamos de EDUCAÇÃO devemos estimular:

– Significação dos conteúdos;

– Desafios diante da perplexidade que gera curiosidade… da complexidade que nega o determinismo;

– Inquietação;

– Projetos;

– Criatividade. 

EU CREIO…

Que tais experiências indicam que é proveitoso discutir, por exemplo:

– A possibilidade de ampliar para fora da sala de aula o espaço de ensino e os mecanismos necessários para isto (projetos, grupos de pesquisa etc.);

– Os mecanismos necessários para fomentar autonomia e responsabilização dos atores no processo de ensino;

– As relações da pesquisa e extensão com o processo regular de aprendizagem. 

EU CREIO…

Ser necessário desenvolver…

– Um ambiente colaborativo;

– Uma formação entrelaçada;

– Um currículo integrador;

– Compromisso com a pesquisa;

– Significância da experiência educativa;

– Ligação com o exterior (a vida como ela é) e como decorrência …

– Transdominialidade;

– Pacto com o Futuro (compromisso: Professor/Aluno – Sociedade/Academia).

EU CREIO…

Que possamos construir neste almejado ambiente…

1) a superação da ideia de transmissão de informação como atividade estruturante da aula;

2) a redefinição do sentido de conteúdo (a partir da distinção entre objeto de conhecimento e objeto de ensino), que se afasta da ideia de conjunto estabilizado de conceitos e se aproxima de um feixe de habilidades especificas;

3) a crítica à premissa de que o ensino deve proceder da teoria à prática, isto é, à crença de que sem conhecer os conceitos abstratos o aluno é incapaz de pensar adequadamente sobre situações concreta;

4) a afirmação da ideia de que o ensino a partir de situações e problemas concretos permitindo uma melhor compreensão das formulações teóricas necessárias ao enquadramento, à compreensão e à resolução de tais problemas.

Que os Centros Educacionais possam ser assim estruturados:

– Núcleo pedagógico: envolvendo pesquisa, estudo e definição dos conteúdos e a didática a serem ministrados nos diversos cursos;

– Núcleo de neuroeducação: buscando a utilização das descobertas sobre aprendizagem, memória, linguagem e outras áreas da neurociência para que sendo conhecido o processo de aprendizagem e internalização possamos traçar as estratégias mais adequadas voltadas ao ensino e aprendizagem;

– Laboratório de metodologias ativas aplicadas à criatividade e inovação baseando-se em formas de desenvolver o processo de aprender, utilizando experiências reais ou simuladas, visando às condições de solucionar, com sucesso, desafios em diferentes contextos e utilizando processos interativos de conhecimento, análise, estudos, pesquisas e decisões individuais ou coletivas, com a finalidade de encontrar soluções para um problema.

Tal estrutura tem por finalidade precípua fazer com que o aluno construa o conhecimento, partindo de experiências e saberes individuais ou compartilhados, desenvolvendo ao máximo a criatividade e as práticas inovadoras no seu dia a dia.

EU CREIO…

Que na lógica da Educação, sempre teremos o “terceiro incluído”

EU CREIO…

Que nem tudo pode ser medido ou pesado…

Assim…

Uma Educação para as competências

não tem sentido sem

Uma Educação para as sensibilidades

EU CREIO…

“Se você quiser construir um navio, não dê ordens para as pessoas juntarem madeira.

Ao contrário, ensine elas a desejar a imensidão e a infinitude do mar”

Antoine de Saint-Exupéry

Assim sendo… A Educação é uma relação de encantamento e de Amor.

EU CREIO…

Em uma Educação que transborda visto que não se conforma.

EU CREIO…

Que pelas lentes da educação poderemos “ler o mundo” e tornar possível o sonho.

EU CREIO…

Que a liberdade não pode ser ensinada, mas o voo pode ser estimulado.

EU CREIO NO FUTURO…

*José Barroso Filho. Ministro Vice-Presidente do Superior Tribunal Militar e Corregedor da Justiça Militar da União; Diretor-Geral da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados da Justiça Militar da União – ENAJUM (2016/2018); Ministro-Ouvidor do Superior Tribunal Militar (2015); Diretor de Apoio Institucional – Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Direito – CONPEDI (2016/2019); Conselheiro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (2017/2019); Juiz-Auditor da Justiça Militar da União, com atuação nas cinco regiões do Brasil – de dez/1997 a abr/2014; Juiz Auxiliar da Presidência do Superior Tribunal Militar (DF) –  abr/2009 a fev/2011; Juiz Auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça (DF) – mar a jun/2008;  Juiz de Direito (MG) – 1996/1997; Juiz de Direito (PE) – 1992/1996; Juiz Eleitoral (45ª e 123ª Zonas Eleitorais – TRE/PE) – 1992/1996; Promotor de Justiça (BA) – 1992; Membro titular da Academia Brasileira de Direito titular da cadeira nº 34 cujo patrono é o escritor José de Alencar; Acadêmico fundador da Academia Internacional de Letras, Jurisprudência e Direito Comparado; Membro correspondente da Academia Cearense de Direito; Membro da Associação Brasileira de Ensino do Direito – ABEDI;   Membro honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB); Missões oficiais: Portugal (2015), China (2016), Índia (2016), Haiti (2016), Espanha (2017) e Estados Unidos (2019); Integrante do Projeto RONDON (registrando 15 operações em diversos estados do Brasil); Integrante como Observador do Grupo de Trabalho Araguaia – GTA; Integrante como Observador do Grupo Especial de Fiscalização Móvel – Combate ao Trabalho Escravo – GEFM; Membro da Comissão de Direitos Humanos da Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB (2008/2010); Doutor h.c pela Universidade Castelo Branco; Diploma de Estudos Avançados em Administração Pública (Universidad Complutense de Madrid – Espanha); Mestre em Direito pela UFBA; Especialista em Direito Público pela UNIFACS/Ba; Pós-graduado pela Escola Judicial Edésio Fernandes/MG, pela Escola de Formação de Magistrados/Ba e pela Escola Superior de Guerra/RJ; Diretor Científico do Instituto Brasileiro de Direito Público – IBDP (2010/2014); Membro do Conselho Editorial da Revista Brasileira de Direito Público; Professor universitário; Professor Visitante da Academia Cearense de Matemática; Conferencista da Escola Superior de Guerra; Membro de Bancas Examinadoras em Concursos Jurídicos; Autor de várias obras jurídicas (livros e artigos) e Palestrante em eventos nacionais e internacionais

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