‘Estou estarrecido com tamanha irresponsabilidade’, reage Duarte Nogueira, sobre denúncia de propina

‘Estou estarrecido com tamanha irresponsabilidade’, reage Duarte Nogueira, sobre denúncia de propina

Secretário de Logística e Transportes do Governo Alckmin e ex-presidente estadual do PSDB afirma que 'não conhece, nunca tinha ouvido falar' na Coaf, cooperativa sob investigação cujo presidente o citou como recebedor de 10% sobre valor de contrato com Educação

Fausto Macedo, Julia Affonso e Ricardo Brandt

27 de janeiro de 2016 | 05h05

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O secretário de Logística e Transportes do governo Geraldo Alckmin, Duarte Nogueira – deputado federal licenciado e ex-presidente estadual do PSDB – reagiu com indignação à citação a seu nome na Operação Alba Branca – investigação sobre propinas e fraudes no fornecimento de produtos agrícolas para merenda escolar de pelo menos 22 prefeituras. “Estou completamente estarrecido, chocado, com tamanha irresponsabilidade e leviandade. Não conheço Coaf, não conheço esse Cássio Chebabi, não conheço nenhum gestor dessa cooperativa.”

Duarte Nogueira, deputado federal em seu terceiro mandato – licenciado para compor a equipe de Alckmin – é categórico. “Eu nunca tinha ouvido falar na minha vida de Coaf, alías, Coaf que conheço é aquele órgão de controle financeiro do Ministério da Fazenda que acionei várias vezes contra suspeitas de desvios quando fui líder do PSDB. Reitero: nunca tive contato com qualquer gestor da Coaf, nunca, com ninguém, absolutamente. Não conheço Cássio, nunca tinha ouvido falar. Se passar na minha frente não sei quem é. Isso tudo é de uma irresponsabilidade total.”

Cássio Chebabi, presidente da Coaf, cooperativa sob investigação por supostas fraudes na venda de produtos para merenda escolar, apontou aos investigadores da Operação Alba Branca os nomes do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB), e do secretário Duarte Nogueira como supostos beneficiários de uma propina de 10% sobre contratos da Secretaria de Estado da Educação no governo Geraldo Alckmin (PSDB).

Um contrato, disse Chebabi, no valor de R$ 13 milhões, teria sido assinado em 2015 para fornecimento de suco de laranja.

Duarte Nogueira avalia que a menção a seu nome no escândalo da Operação Alba Branca tem um objetivo. “Estão querendo embolar as investigações, jogando nomes de pessoas sérias e de maneira aleatória para, enfim, criar confusão.”

O secretário disse que já vai estudar com seus advogados entrar com uma interpelação judicial contra quem o citou no caso. “Vou até o último limite da Justiça para pedir reparação por calúnia, difamção, o que for. Estou estarrecido, jamais tive qualquer tipo de acusação em 20 anos de vida pública. Tenho um nome a zelar e tenho responsabilidade pelo que eu faço.”

Duarte Nogueira ressalta que o presidente da cooperativa Coaf não o acusa de ter recebido propina. “Ele fala na condicional, fala que para assinar esse contrato teria que pagar comissão. Ele fala no condicional. Cita que fui secretário da Agricultura. Que eu saiba a Educação é que cuida de merenda. É uma coisa absurda, inverídica, falsa. Obviamente, vou procurar tomar as providências que me couberem para fazer esses caluniadores repararem o que for necessário.”

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