‘Estatais têm de aperfeiçoar mecanismos de integridade’, diz ministro da CGU

‘Estatais têm de aperfeiçoar mecanismos de integridade’, diz ministro da CGU

Valdir Simão declara que 'a busca pela ética é um exercício diário' e defende Ficha Limpa para servidores federais

Fausto Macedo e Julia Affonso

09 Novembro 2015 | 13h59

Valdir Simão, ministro-chefe da CGU. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Valdir Simão, ministro-chefe da CGU. Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Valdir Simão, afirmou nesta segunda-feira 9, que é necessário fortalecer os mecanismos de compliance nas estatais, durante a 2ª Conferência Empresa Limpa, no Rio de Janeiro. O evento divulgou as 19 empresas aprovadas para o Pró-Ética 2015, iniciativa que reconhece entidades comprometidas com a integridade, a transparência, a prevenção e o combate à corrupção no ambiente corporativo.

As informações foram divulgadas no site da Controladoria-Geral da União.

O ministro destacou a relevância da integridade na luta contra a corrupção. “A busca pela ética é um exercício diário. É essencial envolver a empresa em um ambiente íntegro para que todos cooperem e para que a empresa pratique no dia a dia a ética, a responsabilidade e a transparência”, afirmou Valdir Simão.

Até o final do ano, a Controladoria também deve lançar manual com orientações de transparência, gestão e fiscalização a estatais.

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VEJA A LISTA DAS 19 EMPRESAS:

19empresas

O ministro defendeu a aplicação da Ficha Limpa a funcionários comissionados de estatais, de empresas públicas e dos Poderes Legislativo e Judiciário. “Nós temos defendido e já foi enviado ao Congresso Nacional o projeto que prevê Ficha Limpa a servidores públicos federais”, destacou.

O projeto abre caminho para verificação, a partir de um banco de dados, sobre quais ocupantes têm condenações em segunda instância (por um colegiado) na Justiça ou em decisões definitivas no Tribunal de Contas da União (TCU) – neste caso, a condenação tem de ser decorrente de ato de improbidade.

O projeto foi elaborado pela CGU e pelos Ministérios da Justiça e do Planejamento e está sob apreciação no Congresso.

 

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