Especialização pode colaborar para fomento de vagas de trabalho

Especialização pode colaborar para fomento de vagas de trabalho

Astrid Vieira*

10 de fevereiro de 2019 | 12h00

Astrid Vieira. FOTO: EDY FERNANDES

O País recuou no número de desempregados, mas ainda não tem mão de obra qualificada para ocupar vagas dedicadas a especialistas. É curioso dizer isso, não é? Mas, segundo dados revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em janeiro de 2019, o número de desempregados no Brasil é de 12,2 milhões, um recuo de 4,8% se compararmos à 2018, no qual o índice chegava a 12,7 milhões de pessoas.

E essa história de recuo no desemprego não para por aí. Outra pesquisa, dessa vez realizada pelo portal Trabalho Hoje, aponta que 17 dos 27 estados brasileiros seguem abrindo postos de trabalho. Minas Gerais é destaque nessa lista por ocupar a segunda colocação, com oferta média de 51,8 mil vagas, perdendo apenas para São Paulo, com cerca de 92,3 mil vagas.

Mas vamos ser francos! Apesar dessa margem ser um bom indicativo para o futuro, o índice de desempregados, que é de 11,3%, ainda assombra. E diante dessa realidade, surgem dúvidas incomuns para complementar a questão levantada nesse texto: onde estão os profissionais para ocupar tais lugares e por que eles não estão sendo contratados?

Tudo é uma questão de percepção. Observo que no Brasil, a mão de obra ainda é bastante primária e vai na contramão do desenvolvimento do País. Acredito que cada vez mais, o mercado demanda especialistas para desenvolverem funções muito específicas, enquanto as pessoas nas filas de espera ainda não buscaram capacitação suficiente para satisfazer essa demanda. Não havendo essa capacitação, as empresas optam por manter a equipe já contratada e aquela vaga permanece em aberto. Diante deste quadro confuso, especialistas destacam que a falta de capacitação profissional, o aprimoramento das técnicas e o pouco conhecimento acadêmico podem ser as respostas.

Um bom exemplo é o da construção civil. Uma Construtora acabou de angariar um projeto e sai em busca de uma pessoa que tenha experiência ou seja especializado na construção de pontes. Porém, a graduação em engenharia civil capacita o profissional de uma maneira geral e não oferece a ele a oportunidade de se especializar em construção de pontes. Portanto, esse profissional precisaria de buscar essa capacitação e, na maioria das vezes, isso não acontece. Em contrapartida, a empresa acaba não contratando ninguém. Isso, sem falar em pequenos detalhes que afastam o interesse do contratante pelo candidato. São nesses casos que a pessoa pode falhar.

Para que a contratação ocorra, destaco algumas dicas que são essenciais como, estar bem conectado com o meio digital e interagir com as redes sociais, dominar vários idiomas; em especial o inglês, apresentar certificação de cursos, ter boas referências de empregos anteriores e, acima de tudo, ter um bom domínio da língua portuguesa, pois hoje em dia em uma entrevista de emprego, o Recursos Humanos (RH) fica de olho – ou melhor, com os ouvidos apurados no linguajar do candidato.

*Astrid Vieira, diretora e consultora de carreiras da Leaders-HR Consultantes

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