ESG: como essa sigla tem revolucionado o meio empresarial

ESG: como essa sigla tem revolucionado o meio empresarial

Rafael Caillet*

27 de julho de 2021 | 04h30

Rafael Caillet. FOTO: DIVULGAÇÃO

Os tempos mudaram, isso é fato. No que diz respeito ao cenário empresarial do país, essa afirmação apresenta reflexos diferentes, que impactam de forma abrangente o modo como as organizações e startups se relacionam com os consumidores e o próprio mercado em si. Dentro de um contexto de transformação digital, em que a utilização de soluções inovadoras torna-se cada vez mais comum e imprescindível para que operações sejam otimizadas, é de suma importância que os líderes corporativos não limitem suas ações ao campo processual.

A sigla ESG significa environmental, social and governance, em tradução livre, ambiental, social e governança. Nesses três pilares, reúnem-se iniciativas extremamente relevantes para a sociedade atual, que vão além de modelos convencionais de gestão. Hoje, independentemente do segmento em que a empresa pertence, olhar para fatores externos sob uma ótica estratégica e consciente, em prol de resultados transformadores, é uma medida louvável e que provoca mudanças significativas junto à percepção do público quanto à marca em questão, além de um sinal positivo aos investidores.

O que são políticas focadas em ESG?

Na teoria, ESG traz um escopo necessário para que empresas se mantenham em harmonia com o mundo que vivemos. No entanto, como enxergar o tema em termos práticos? Para isso, devemos compreender o papel dos gestores e de suas equipes de profissionais, afinal, as pessoas são as maiores responsáveis por conduzir novos ares operacionais. Sem uma mudança ampla de mentalidade, com um trabalho acessível de capacitação, abraçar conceitos inovadores fica muito mais difícil.

Isso posto, é preciso institucionalizar práticas voltadas para a conservação do meio-ambiente, bem como a sustentabilidade dos meios de produção utilizados. Cada detalhe importa e faz a diferença para que tópicos acerca da poluição, aquecimento global, desmatamento, entre outras questões determinantes, demonstrem a civilidade do negócio e sua preocupação para com a sociedade. Aliás, sob a ótica social de ESG, a empresa se depara com o dever de reformular sua cultura organizacional, de modo que o fator humano seja valorizado e respeitado. Noções de diversidade, engajamento e compromisso com a legislação trabalhista são vertentes que precisam pautar o vocabulário dos líderes corporativos.

Fundamentalmente, a proposta que discutimos nesse artigo se apoia em uma visão externa à realidade empresarial. É ter maturidade para compreender a função cívica que é natural ao empresariado, o que também se comunica com serviços de cunho social, afetando, positivamente, a vida da população.

Passando para o terceiro pilar, encontramos a urgência por governanças que se apoiem em práticas de Compliance, no qual segurança, conformidade, transparência e proteção dos dados são elementos imperativos para que uma companhia ou startup dê o exemplo e acompanhe a lei do país.

Uma tendência global de caráter prioritário

Quando partimos do princípio de que o quadro empresarial, de modo geral, está passando por diversas transformações, devemos entender os motivos por trás de movimentos do tipo. Não se trata de uma tendência passageira, pouco efetiva ou de justificativa questionável, é sobre o futuro de nosso planeta e de nós enquanto sociedade.

Para encerrar, a empresa que optar por colocar essas missões em prática, não só estará cumprindo um papel humanitário cuja relevância é imensurável, como terá plenas condições de aproveitar as vantagens de se abraçar iniciativas voltadas para ESG. De qualquer forma, os maiores beneficiados serão as pessoas, seja pela figura dos colaboradores, que terão um espaço inovador para explorar suas aptidões, ou pelo público geral, que poderá contar com os serviços de uma organização consciente, sustentável e humanizada.

*Rafael Caillet é fundador e CEO da Oystr

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