Escolha por Sarrubbo ‘significa prestigiar o Ministério Público e garantir sua autonomia’, diz Doria sobre novo procurador-geral de Justiça de São Paulo

Escolha por Sarrubbo ‘significa prestigiar o Ministério Público e garantir sua autonomia’, diz Doria sobre novo procurador-geral de Justiça de São Paulo

Governador comentou no Twitter na manhã desta segunda, 6, que escolheu o procurador de 30 anos de carreira pra a chefia do Ministério Público de São Paulo; Mario Sarrubbo ficou em segundo lugar nas eleições realizadas neste sábado, 4, com 657 votos; já seu opositor, Antonio Carlos da Ponte, recebeu 1.020 votos

Pepita Ortega e Fasto Macedo

06 de abril de 2020 | 08h45

O governador João Doria e o procurador Mário Sarrubbo, novo Procurador-Geral de Justiça de São Paulo. Fotos: Governo de SP e Divulgação

O governador João Doria (PSDB) anunciou na manhã desta segunda, 6, a escolha do procurador Mário Sarrubbo como o novo procurador-geral de Justiça do Estado. Em vídeo postado no Twitter, Doria declarou: “Como cabe a Constituição, tomei a decisão e fiz a escolha de Mário Sarrubbo. Isso significa prestigiar o Ministério Público e garantir a sua autonomia. Esta é a decisão constitucional do governador do Estado”.

Na eleição para a chefia do Ministério Público realizada neste sábado, 4, Saarrubo concorreu pela situação com apoio do atual procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Poggio Smanio, e ficou em segundo lugar, atrás do procurador Antonio Carlos da Ponte, candidato da oposição. Da Ponte recebeu 1.020 votos enquanto Sarrubbo, 657.

Procurado, da Ponte não comentou a decisão de Doria em favor de seu oponente.

Na gravação publicada nesta segunda, 6, o governador indica ainda que neste domingo, 5, se reuniu com os dois candidatos à chefia do Ministério Público do Estado, Sarrubbo e o procurador Antonio da Ponte em uma conversa ‘franca, sincera e pessoal’.

O chefe do Executivo pode escolher qualquer um da lista. Ele não é obrigado a nomear o mais votado.

Em duas eleições anteriores o primeiro colocado não foi indicado. Em 1996, o então governador Mário Covas (PSDB) surpreendeu a instituição ao escolher o procurador Luiz Antonio Marrey que havia sido derrotado por José Emanuel Burle Filho. Mais recentemente, Geraldo Alckmin preferiu Márcio Elias Rosa para a chefia do Ministério Público de São Paulo. Rosa havia sido derrotada por Felipe Locke Cavalcanti.

Na carreira desde novembro de 1989, Sarrubbo afirmou ao Estado durante sua campanha que queria aproximar sua instituição do perfil que a Constituição de 1988 a ela atribuiu, ‘tornar o MP um indutor das transformações sociais necessárias’.

Já a da Ponte defendeu a democratização do Ministério Público incluindo a possibilidade de que os promotores – cerca de 1.700 – também se candidatem à cadeira número 1 da instituição, anseio de quase toda a categoria. São Paulo é um dos poucos Estados em que promotor não pode concorrer ao cargo máximo, que só pode ser almejado pelos procuradores, que são cerca de 300. A bandeira pesou na vitória de da Ponte nas eleições deste sábado, 4.

Com 57 anos, 30 de carreira, Sarrubbo afirmou ao Estado durante a campanha que planeja ‘uma revolução tecnológica’ no MP e avaliou que a Procuradoria-Geral de Justiça ‘precisa fomentar a implementação de políticas institucionais que tornem a atuação do Ministério Público de São Paulo mais estratégica’.

Recentemente, diante a crise do coronavírus, o procurador afirmou que a Saúde se tornou ‘prioridade absoluta’ e, segundo ele, o Ministério Público de São Paulo vai atuar para ‘se certificar de que as ações que garantem os direitos dos cidadãos estejam sendo executadas’.

Entre essas ações, o procurador de Justiça destacou o acesso da sociedade ao tratamento adequado da doença, a observância das recomendações sanitárias e a articulação de políticas públicas na capital e no interior. “Além disso, vamos promover o acompanhamento do monitoramento de casos suspeitos e confirmados de infecção e das campanhas oficiais de esclarecimento à população”, afirmou.

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