Erros, omissões e vazamento de dados. Como profissionais da saúde podem se proteger em tempos de telemedicina?

Erros, omissões e vazamento de dados. Como profissionais da saúde podem se proteger em tempos de telemedicina?

Paula Ferraz*

14 de março de 2021 | 07h45

Paula Ferraz. FOTO: DIVULGAÇÃO

Poucos dias após o marco de um ano do registro do primeiro caso de covid-19 no Brasil, chegamos ao ápice dos casos no País, provocando novamente o fechamento de estabelecimentos comerciais e a restrição de atividades.

Como um dos setores mais afetados pela crise mundial, a área da saúde novamente se vê obrigada a buscar alternativas para a realização da prática médica em tempos de isolamento social e superlotação dos hospitais. Uma delas é a telemedicina, que consiste no atendimento de maneira remota via aplicativos, web e equipamentos audiovisuais, além da realização de procedimentos por meio de robôs.

Antes da pandemia, a telemedicina já era utilizada, porém, em pequena escala. Agora, no contexto do COVID-19, as empresas, planos de saúde e hospitais passaram a aumentar o atendimento online, com o objetivo de contribuir com o isolamento social, reduzindo as idas a prontos-socorros. A prática não é um substituto ao atendimento presencial, mas permite maior acessibilidade e escalabilidade do serviço de saúde.

Essa nova configuração de atendimento tem gerado dúvidas aos profissionais da saúde que querem se resguardar de possíveis erros e omissões e, com isso, impactado o setor de seguros. As soluções de seguros existentes, como o de E&O Médico, é uma excelente ferramenta para dar esta proteção e segurança para o exercício da profissão, independentemente de como o atendimento é realizado, se presencial ou virtual.

O Seguro de Responsabilidade Civil Profissionais Médico, mais conhecido como E&O Médico, destina-se a cobrir reclamações em virtude de danos corporais, estéticos, materiais e morais, decorrentes de erros e/ou omissões médicos, praticado pelo segurado ou profissionais sob sua responsabilidade.

A telemedicina, no entanto, provoca mudanças na maneira como as instituições se organizam, protegem seus dados e até mesmo na infraestrutura que dá suporte ao atendimento. Desta forma, é importante tomar medidas de prevenção para se fazer uma gestão de riscos completa.

Uma vez que as empresas terão que tomar decisões e cuidados que ultrapassam a prática médica, é necessário um olhar para todas as áreas do negócio. O profissional da saúde não só vai ser responsável pela consulta, mas também pelo sigilo dos dados do paciente, como prontuários e exames. É importante se preocupar com o gerenciamento dos riscos aos quais a empresa está exposta, como por exemplo, decisões administrativas, que estariam acobertadas em um seguro do tipo D&O, ou com o vazamento de dados de seus pacientes, englobadas em um seguro de Cyber.

A telemedicina já é a realidade de muitos e o seguro é fundamental para que esses profissionais tenham respaldo e mais segurança, seja no meio físico ou digital. O mercado segurador já se adequou e inovou em suas coberturas e condições para atender essa nova tendência que atinge tanto o médico que faz o atendimento, como os laboratórios, clínicas, empresas de saúde e hospitais.

*Paula Ferraz é especialista em Gerenciamento de Riscos com ênfase em Seguros e atua como gerente de Casualidades na Wiz Corporate

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