Equilibrando a balancinha

Equilibrando a balancinha

Andréia Saltz Grinberg*

24 de abril de 2021 | 05h30

Andréia Saltz Grinberg. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

A ciência nos mostra — e boa parte disso também já sabemos — o que traz de benefícios e o que devemos cuidar para buscar a promoção do desenvolvimento saudável das crianças.

Um ambiente que seja gerador de saúde, com relacionamentos estáveis e que encorajem as experiências de aprendizagem, são pilares importantíssimos para saúde física e mental.

Por outro lado, sabemos que o estresse gerado por adversidades significativas como privação, falta de convívio social, empobrecimento de ambiente e estímulos de aprendizagem, podem interferir negativamente no desenvolvimento global das crianças.

As capacidades cognitivas, sociais e emocionais, estão entrelaçadas durante toda vida. O cérebro é altamente integrado nas suas múltiplas funções: é desta forma que surgem as habilidades que compõem o desenvolvimento do ser humano.

Aprender também é conseguir lidar com as dificuldades e frustrações. Elas são parte importante na construção do desenvolvimento saudável do ser humano. Porém, quando são excessivas ou muito prolongadas, passam a ser tóxicas. E o seu custo, cumulativo.

E o que podemos oferecer às nossas crianças? O que pode nos ajudar a ajudá-los a superar um momento tão singular como este?

Em meio a todas limitações deste tempo de pandemia, esgotamento e desgaste das relações familiares, procurar promover momentos onde o ambiente possa oferecer acolhimento e escuta das necessidades dos pequenos, somado àquela dose de afeto materno e paterno, pode trazer um pouco mais de equilíbrio para essa essa balança que anda tão desequilibrada.

Brincar, jogar, dançar, escutar, abraçar e beijar farão bem: muito para nós, e ainda muito mais para eles.

*Andréia Saltz Grinberg, psicóloga clínica

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