Envolvido em tiroteio entre policiais é réu confesso por estelionato

Envolvido em tiroteio entre policiais é réu confesso por estelionato

Em fevereiro de 2015, Antonio Vilela confessou à Polícia Civil de São Paulo que iria trocar R$ 3 milhões em notas falsas por US$ 200 mil fornecidos por uma vítima; a ação foi interceptada por agentes

Luiz Vassallo

24 de outubro de 2018 | 05h00

Reprodução

Envolvido em um tiroteio entre policiais de Minas Gerais e São Paulo, o comerciante Antonio Vilela é réu confesso pelo crime de estelionato em um caso que também envolveu cédulas falsas de R$ 100. Em setembro de 2015, ele foi interceptado em meio à transação pela Polícia Civil.

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Preso preventivamente, Vilela foi preso após oferecer R$ 15 milhões em notas falsas para o empresário Flávio Guimarães. Após um conflito envolvendo a transação, policiais de Minas e São Paulo investigados por fazerem suposta escolta ilegal trocaram tiros. Vilela foi ferido no pé e, após ter alta, foi levado para o presídio de Juiz de Fora.

Em depoimento, Flávio Guimarães afirmou ter sido vítima de um golpe de Vilela, a quem teria pedido um empréstimo para sanar problemas financeiros envolvendo o grupo AJC, do qual é executivo. Ele afirma que, segundo uma minuta de contrato que teria sido elaborada durante um encontro em Juis de Fora, a empresa receberia o dinheiro em troca de uma garantia envolvendo seus imóveis.

Em seguida, afirma ter sido levado por Vilela a um estacionamento, onde as notas falsas lhes foram mostradas. Ele também negou que a verba tenha relação com caixa dois para campanhas políticas.

Em 2015, Vilela já esteve envolvido em um caso semelhante. Ele foi interceptado pela polícia civil de São Paulo em um hotel, com notas falsas. No inquérito, já confessou que se tratava de um golpe.

Em depoimento, ele afirmou que ‘é comerciante, explorando a compra e venda de automóveis em Vitória/ES’ e ‘que reside em Vitória, contudo possui uma linha celular de São Paulo, que não está cadastrada em seu nome, e não se recorda e linha’

Ainda afirmou que, na semana anterior, ‘estava na cidade de Campinas, quando através de amigos, conheceu’ a pessoa que o apresentou à vítima.

Ele disse que se encontrou com a vítima ‘somente uma vez na Rodovia Castelo branco e que após contatos por telefone ficou acordado que Paulo compraria o valor de R$ 3 milhões em dinheiro desviado da casa da moeda, e iria pagar R$ 100 mil no suposto desviado da casa da moeda’.

No entanto, ele afirmou que comprou ‘papéis como notas de R$ 100 e marcou com a vítima para entregar, contudo os policiais surpreenderam no momento da “venda”‘.

Ele diz que ‘não possui antecedentes criminais e ainda alega que ‘comprou os papeis no centro de São Paulo, não sabendo informar dados qualificativos do vendedor’.

Pelo caso, o Vilela foi denunciado pelo crime de estelionato, e responde pela acusação na Justiça Criminal de São Paulo.

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