Entregador de propinas diz a Moro que ex-ministro e ex-deputados pegavam dinheiro vivo no escritório de doleiro da Lava Jato

Rafael Ângulo Lopes depôs nesta segunda-feira, 19, na ação penal contra o ex-assessor do PP João Claudio Genu e citou Mário Negromonte, Pedro Corrêa e Luiz Argôlo

Ricardo Brandt, Julia Affonso e Mateus Coutinho

19 de setembro de 2016 | 16h15

O carregador de malas de dinheiro de Alberto Youssef Rafael Ângulo Lopez afirmou em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro – dos processos da Operação Lava Jato, em Curitiba – que o ex-ministro Mário Negromonte e os ex-deputados Pedro Corrêa e Luiz Argolo iam aos escritórios do doleiro, em São Paulo para buscar dinheiro em espécie.

Lopez confirmou ainda que entregou envelopes na sede da Odebrecht referente a valores movimentados no exterior.

Ele depôs nesta segunda-feira, 19, ao juiz da Lava Jato na ação penal contra o ex-assessor do PP João Claudio Genu. “Ele também buscava dinheiro”, afirmou o entregador de propinas de Youssef.

“Eu acredito que tenha entregue uns R$ 180 mil de uma única vez”, afirmou Lopez, ao ser questionado por Moro qual maior valor ele teria repassado a Genu. Segundo ele, o dinheiro foi entregue até 2013.

Ângulo Lopez afirmou, ainda, que identificava Pedro Corrêa como ‘PC’, Negromente como ‘MN’, Arglo como ^’Bebê Johnson’ e Genu como ‘Mercedão”. “O Youssef dizia que ele (Genu) gosta de carros Mercedez”, relatou o entregador de propinas.-

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