‘Entra naquele favorzinho’, diz Marcelo Odebrecht

‘Entra naquele favorzinho’, diz Marcelo Odebrecht

Em sua delação à força-tarefa da Lava Jato, empreiteiro revela detalhes da 'Guerra dos Portos' e influência política na aprovação da resolução do Senado para beneficiar a Braskem

Beatriz Bulla, Fábio Serapião, Ricardo Brandt e Julia Affonso

12 de abril de 2017 | 16h57

Senado. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Senado. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O anexo 33 da delação do empreiteiro Marcelo Odebrecht à Procuradoria-Geral da República aponta para a ‘Guerra dos Portos’ e influência política na aprovação de resolução do Senado beneficiando a Braskem, braço petroquímico do grupo.

“Não houve, como foi no Refis da crise, um pedido explicito. Para a gente, na relação que eu criei, não houve, mas entra naquela…apesar de não ser como o Reiq, entra naquele favorzinho que ele acha que prestou pra gente e na hora que ele for lá vai dizer ‘ó, mas aquele assunto que eu resolvi’. Tudo que você pede, mesmo que seja legítimo e justo, e que foi em, função de problema criado em função do governo ele vai lembrar na época que…”

“Esse acabou sendo resolvido, também acabou sendo mais um daqueles temas que foi resolvido Medida Provisória, foi resolvido dentro do Congresso. Foi um dos temas também que junto com outras empresas foram feitas compromissos de maneira implícita ou explícita, junto ao Congresso e novamente coordenado por Jucá. Um dos temas que houve coordenação do Jucá para resolver.”

COM A PALAVRA, A BRASKEM

A Braskem lembra que assinou em dezembro de 2016 um acordo global de leniência que inclui todos os temas relativos às práticas impróprias no âmbito da Operação Lava Jato, pelo qual está pagando mais de R$ 3 bilhões em multas e indenizações. A empresa, que continua cooperando com as autoridades, vem reforçando seu sistema de Conformidade para que tais práticas não voltem a ocorrer.

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