Entidade nega descontrole nos pontos de médicos

Alvo de representação por improbidade da Receita Federal, o Serviço Social da Construção Civil afirma que 'flexibilidade que evita a desassistência e a ausência de profissionais'

Luiz Vassallo

07 de junho de 2019 | 06h00

 

O Serviço Social da Construção Civil (Seconci) negou, com veemência, o descontrole na folha de ponto de unidades de Saúde administradas em convênios com o Estado de São Paulo. Após investigação, a cúpula da entidade foi representada por atos de improbidade administrativa pela Receita Federal. O caso foi parar no Ministério Público Estadual de São Paulo.

Um dos problemas apontados pela Receita ao Ministério Público Estadual de São Paulo foi o controle pouco efetivo da escala de ponto dos profissionais. “Analisando as escalas de trabalho verificamos que constam vários casos de profissionais escalados para o trabalho no mesmo horário, no mesmo dia, mas em locais diferentes, o que revela um controle pouco efetivo por parte da Eima e do contratante, e o pagamento por um serviço não executado”.

As questões levantadas teriam se dado no Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagens II. De acordo com a entidade, no entanto, com relação às escalas do Sedi II, ‘é importante destacar que trata-se de um Serviço de Diagnostico por imagem, idealizado de maneira pioneira pelo Governo do Estado de São Paulo e que tem como objetivo centralizar em um espaço, com sistemas de última geração, profissionais médicos altamente especializados que recebam imagens (tomografias, ressonâncias, dentre outros) de unidades públicas distantes, que, de outra forma, jamais teriam acesso a tais equipamentos e profissionais’.

“O sistema, que é totalmente informatizado, trabalha com escalas prévias, permitindo inclusive que haja constante sintonia entre a demanda dos exames e a disponibilidade de profissionais”, afirma.

“É justamente essa flexibilidade que evita a desassistência e a ausência de profissionais médicos especializados, permitindo que o médico especialista receba as imagens, interprete-as e emita os laudos com o resultado das mesmas, de qualquer lugar – o que claramente beneficia os pacientes das unidades situadas em regiões distantes e carentes do Estado”, ressalta.

“É importante esclarecer que a entidade não paga o profissional, especificamente, mas a equipe médica contratada para fornecimento de médicos, mediante exclusivamente a comprovada emissão dos laudos dos exames realizados”, diz o Seconci.

“Esse pagamento, como dito, se dá pela emissão do laudo do exame e seu envio à unidade solicitante, não havendo qualquer irregularidade ou descontrole nos pagamentos e na emissão dos laudos dos exames” conclui.

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