Encapuzados assaltam casa do irmão de Lu Alckmin

Encapuzados assaltam casa do irmão de Lu Alckmin

Homens armados com fuzil invadiram de madrugada a residência do empresário Adhemar César Ribeiro, de 75 anos, no Morumbi; cunhado do governador foi agredido e imobilizado com pulseiras de plástico

Marco Antonio Carvalho e Felipe Resk

15 de novembro de 2016 | 19h41

Dona Lu Alckmin e o governador Geraldo Alckmin. Foto: Geraldo Alckmin/Estadão

Dona Lu Alckmin e o governador Geraldo Alckmin. Foto: Geraldo Alckmin/Estadão

O empresário Adhemar Cesar Ribeiro, de 75 anos, irmão da primeira-dama do Estado de São Paulo, Lu Alckmin, foi alvo de um assalto na sua residência na madrugada desta terça-feira, 15, no Morumbi, zona sul da capital. Uma quadrilha armada com fuzis invadiu a casa e, após agredir e ameaçar matar Ribeiro, fugiu com joias, relógios e uma arma do local. A polícia investiga o caso.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, o caso teve início às 3h50 quando um vigilante da casa, na Rua Joaquim Candido de Azevedo Marques, foi rendido e amarrado com pulseiras de plástico por dois ladrões. A vítima descreveu um deles como “alto e magro, com jaqueta preta e calça jeans clara”; o outro, “altura média e mais fortinho”.

Com capuz e armados com revólveres e pistolas, os criminosos avisaram a comparsas por “um ponto” que eles poderiam descer para a residência. Dois outros assaltantes abriram o portão entraram no local na sequência com um carro modelo Mercedes, de placas EQN-5445; a polícia suspeita que o veículo seja clonado, já que não há queixa de roubo até o momento.

Do carro, desceu um outro homem, também de capuz, e entregou um fuzil à dupla que havia chegado ao local primeiro. Nesse momento, Ribeiro estava dormindo no seu quarto, que teve a porta arrombada pelos homens. Em depoimento prestado à polícia, o empresário disse ter sido agredido com um soco no peito e ao levantar foi atingido com um soco no estômago, quando “colocaram um arma em sua cabeça”. Ele disse ter contado três ladrões no interior do seu quarto.

A empregada doméstica da residência também foi rendida na sequência. O bando pediu o segredo do cofre do empresário e, diante da informação de que ele não teria a sequência, ameaçaram matá-lo. Logo depois, um deles pegou um pé-de-cabra e retirou o cofre pequeno da parede. Joias, relógios e um revólver calibre 38 foram levados. As vítimas estimam que a ação tenha levado 15 minutos.

Após os depoimentos, a polícia informou estimar que seis pessoas tenham executado o crime, já que outros estavam do lado de fora monitorando o movimento na rua. Ribeiro relatou que há três anos outro familiar foi assaltado da mesma maneira. O empresário acrescentou que na quinta-feira passada recebeu um e-mail para manutenção do sensor infravermelho do alarme. Ele não soube informar o porquê de o aparelho não ter disparado durante o roubo, mesmo o vigilante tendo acionado o botão de pânico.

Procurado, o Governo do Estado não se pronunciou sobre o caso na noite desta quarta.

A Secretaria da Segurança Pública informou que a Polícia Civil investiga o caso registrado no 89º Distrito Policial (Morumbi) como roubo e associação criminosa.

Leia os detalhes da ação dos bandidos no boletim de ocorrência registrado pela polícia.

NATUREZA: *Roubo a Residência Consumado*

LOCAL:Rua Joaquim Candido de Azevedo Marques, Morumbi – São Paulo/SP

VÍTIMA: Adhemar Cesar Ribeiro (75 anos) Empresário
Douglas Tadeu Silva Guanas (34 anos) Vigilante
Maria de Lourdes Moreira (56 anos) Cozinheira

AUTORES: Dois Indivíduos

DF:15/11/2016 HF: 04:00
DC:15/11/2016 HC: 09:58

*Comparecem neste Plantão Policial, as vítimas já qualificadas, informando-nos o seguinte: 1. Ademar dormia em seu quarto. Douglas estava na portaria (cabine). Maria de Lourdes estava no quarto da empregada. 2. Por volta das 3h50, o vigilante Douglas foi rendido e amarrado por pulseiras de plástico por dois ladrões. Um deles alto e magro e com jaqueta preta e calça jeans clara. O outro, altura média, mais “fortinho”. Ambos com capuz e armados cada um com um revólver calibre 38, além de uma pistola na cintura. 3. Assim que o vigilante Douglas foi rendido e amarrado, e desarmado (portava um revólver da Empresa de Segurança, calibre 38, municiado com cinco cartuchos, ouviu os assaltantes dizerem, provavelmente por “comunicação de ponto no ouvido” que já haviam entrado e que os outros poderiam descer. Passados uns 10 minutos, os dois assaltantes abriram o portão de entrada do jardim e entrou um carro tipo Mercedes, prata, tipo GLK, placas EQN-5445 (no sistema está registrado o mesmo carro, suspeitando-se que o utilizado tratava-se de “dublê”, pois não há registro de roubo até o momento). 4. Desse carro Mercedes, desceu mais um assaltante também de capuz e blusa preta e calça jeans azul marinho, um pouco alto e não muito magro. Esse motorista do carro disse, em certo momento: “eu já estive aqui…”. Douglas não percebeu até então se haviam outros dentro da Mercedes. Esse sujeito que chegou com o carro, depois de ir até a cabine, voltou no mesmo carro e pegou um Fuzil e deixou nas mãos daquele ladrão “fortinho que entrou primeiro na guarita”. Aí o vigilante viu um quarto ladrão, agachado atrás do carro em posição virado para a rua, também armado com Fuzil. Desse momento em diante, o vigilante Douglas ouviu barulhos dentro da casa. 5. A partir daí, entra as declarações do Sr. Ademar, que estava dormindo sozinho em seu quarto, que fica no andar de cima. Acordou com pesadas na porta do quarto, que estava trancada e foi arrombada. Ao sentar na cama, o Sr. Ademar foi agredido com um soco no peito e ao levantar foi agredido com um soco no estômago e colocaram uma arma em sua cabeça. Foi também “amarrado com pulseiras de plástico”. Ao ascenderem a luz, o Sr. Ademar já percebeu a presença de mais tres ladrões (total de quatro agora). Todos estavam usando capuz. Aparentavam estar de calça jeans e blusas escuras. Todos armados com armas na cintura. Foram até o quarto da empregada e a renderam também. 6. O sujeito que agrediu e colocou a arma na cabeça do Sr. Ademar, pedia pelo cofre. Ademar foi até o guarda-roupa e mostrou o cofre e não tinha o segredo, quando eles ficaram nervosos, ameaçando matá-lo. Foi quando um dele que estava revirando os armários, pegou um pé-de-cabra e arrancou o cofre pequeno da parede. Arrombaram o cofre e levaram jóias e relógios já listados nesta ocorrência. Essa ação demorou uns 15 minutos. 7. Até então, falaram de quatro sujeitos no quarto, um na guarita e outro agachado no carro. 8. Na continuidade, insistiam os ladrões em “cofre e dinheiro”. Ademar levou-os até um outro cofre que também foi arrombado. Nesse cofre, levaram um revólver calibre 38, municiado, TAURUS, oxidado, . Ademar foi obrigado a descer a escada com os quatro assaltantes, que ainda pegaram uma mala e subtraíram uma bandeja e bule de prata e guardaram outras coisas. 10. Ao saírem, Ademar e a empregada ficaram na copa e Douglas viu quando todos guardavam os objetos roubados no carro Mercedes. Logo saíram. 11. Alguns detalhes: a) há três anos, outro familiar foi assaltado da mesma maneira (BO 5295/13 – 89DP). b) um dos assaltantes teria dito que “já esteve na casa”. Sabiam horários de entrada e saída dos funcionários. c) suspeitam de dois carros que passaram na rua durante o roubo, e que estão filmados. d) a placa do Mercedes usado pelo Bando não está registrada como produto de roubo ou furto. e) Ademar disse que na quinta-feira passada recebeu um e-mail para manutenção do sensor infra-vermelho de alarme. Ocorre que, depois disso, o alarme que sempre disparava, não disparou durante o roubo, mesmo o vigilante Douglas tendo acionado o botão de pânico. Ainda, essa manutenção foi feita por empresa diferente daquela de costume*.

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