Empresas podem ter prejuízos de US$ 2,1 trilhões por perdas de dados, até 2019

Empresas podem ter prejuízos de US$ 2,1 trilhões por perdas de dados, até 2019

Alexandre Paoleschi*

23 Novembro 2018 | 03h00

Alexandre Paoleschi. FOTO: DIVULGAÇÃO

Toda empresa produz, diariamente, centenas de informações sobre clientes, contatos, dados financeiros, cadastros de funcionários, documentos, contratos, imagens, entre outros conteúdos relevantes. São inúmeros dados que circulam pelo negócio e nem sempre são monitorados da forma correta, o que pode ser fatal.

Os danos causados por riscos cibernéticos, por exemplo, podem chegar a US$ 2,1 trilhões, até o próximo ano, de acordo com um estudo da Cyber Handbook. Porém, a vulnerabilidade dos dados de uma empresa pode ocorrer por vários incidentes, além dos ataques virtuais. Alguns exemplos são: incidentes como incêndios, enchentes, problemas técnicos ou até mesmo erros humanos podem levar uma companhia à falência.

Outro dado, apontado por uma pesquisa divulgada pela Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), vinculada à Secretaria Executiva do Ministério da Educação, revela que cerca de 70% das empresas brasileiras que perderam todos seus dados encerram suas atividades até dezoito meses após o ocorrido. Por isso, a importância de se ter uma política de monitoramento e backup de dados corporativos é vital para qualquer negócio.

Indo além dos dados perdidos, que por si só podem acabar com companhia, você já parou para pensar no prejuízo que uma empresa pode amargar se o seu sistema estiver fora do ar? Imagine uma construtora lançando um empreendimento imobiliário. São milhões investidos, estandes de vendas cenográficos, treinamento de vendedores sobre o novo produto, tecnologias e tudo planejado cuidadosamente para que nada dê errado. Porém, na hora que o corretor vai receber um cliente e aciona o tablet para fazer o cadastro ou simulação de financiamento percebe que o sistema está fora do ar e o portal da construtora não responde.

Agora pense no alto escalão de uma indústria automobilística que fez um feirão de vendas no final de semana. Na segunda-feira, os diretores têm reunião de alinhamento às 9h e precisam saber o volume de negócios fechados para avaliar a eficácia da estratégia e ter os dados de vendas. Só que não há informações consolidadas ainda nesse horário e eles ficam sem parâmetros para avaliar o desempenho da ação, impedindo uma tomada de decisão imediata.

Sabe o que essas duas cenas têm em comum? Além de representarem perdas de negócios, em ambos os casos, as empresas não possuíam uma solução de monitoramento para os sistemas que são contratados e utilizados diretamente pelas áreas de negócio.

Você pode estar pensando: “tenho uma área de TI, estou livre disso”. Mas será mesmo? E quem suporta a sua área de TI? Em geral, as empresas não integram a área de TI com a de negócios, tão pouco elas trabalham alinhadas. E isso é um prato cheio para os dois exemplos acima.

Há no mercado, soluções que são uma evolução do monitoramento tradicional, que além de fazer toda a gestão em tempo real da sua TI, ainda acrescenta uma camada de inteligência capaz de monitorar também os sistemas contratados e geridos pelo negócio, resolvendo um gap de comunicação e controle que existe entre os sistemas geridos pela TI versus os sistemas geridos pelo negócio. Assim, aumenta-se consideravelmente a eficiência na hora de prover relatórios gerenciais com indicadores e apoiando ainda mais os gestores no processo de tomada de decisão – o que é essencial, por exemplo, para resolver na hora o problema de falta no sistema que ocorreu no estande de vendas ou permitir a criação de um report gerencial com o balanço dos resultados do feirão de automóveis.

É importante entender que o seu negócio precisa ter um fluxo – envolvendo todas as áreas – funcionando perfeitamente, o tempo todo. Acessar as informações e ter reports que te ajudem no monitoramento dos equipamentos, sistemas e links da sua loja, por exemplo, possibilitará ter uma visão clara de como está o dia a dia da sua empresa. Acrescente uma camada de gestão inteligente e poderá ter o controle total de sua operação e não só mais alertas esporádicos ou tardios que resultam em perdas de oportunidades.

Como você quer liderar a sua empresa? Deixando ao acaso e aos imprevistos, ou investindo em soluções que elevam a maturidade da sua gestão, com segurança e qualidade? Não deixe o futuro da sua empresa na mão dos incidentes. Entenda que suas áreas de negócios e TI precisam de ajuda. Previna e sobreviva.

*Alexandre Paoleschi é CEO e Head de Inovação da KYMO

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