Empresas confiscadas do tráfico serão geridas por técnicos do Conselho Federal de Administração

Empresas confiscadas do tráfico serão geridas por técnicos do Conselho Federal de Administração

Medida integra parceria firmada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e evitar a desvalorização dos estabelecimentos comerciais sequestrados na operação que mirou patrimônio do narcotráfico

Redação

07 de novembro de 2020 | 07h00

As três empresas confiscadas pela Polícia Federal durante a Operação Narcobroker, deflagrada na última quarta, 4, contra o patrimônio de narcotraficantes, deverão ser geridas por profissionais do Conselho Federal de Administração. A medida integra parceria firmada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública com o colegiado e busca proteger os estabelecimentos comerciais – dois postos de combustíveis e uma pousada.

O objetivo da parceira da pasta com o Conselho Federal de Administração é criar um banco de dados de profissionais
experientes em gestão, aptos a auxiliar o Poder Judiciário no gerenciamento das empresas confiscadas em operações contra o crime organizado e o combate à lavagem de dinheiro, no Brasil ou no exterior.

“A ação evitará a desvalorização de empresas e ativos apreendidos nas operações e, que deverão ir a leilão posteriormente”, afirmou o Secretário Nacional de Políticas sobre Drogas, Luiz Roberto Beggiora.

A Narcobroker foi aberta ordem da Justiça Federal em Curitiba, que também determinou o bloqueio de contas de 68 pessoas físicas e jurídicas que, segundo as investigações, tiveram movimentação suspeita de aproximadamente R$ 1 bilhão entre 2018 e 2020. O montante total dos valores bloqueados ainda não foi contabilizado.

Além dos três estabelecimentos comerciais, foram apreendidos 21 imóveis e 19 veículos de luxo. Somente uma das casas que teve o sequestro determinado pela Justiça Federal em Curitiba foi comprada pelo chefe da organização criminosa por aproximadamente R$ 6 milhões, indicou a Polícia Federal.

Operação Narcobroker. Foto: Polícia Federal

Cerca de 150 policiais federais cumprem 39 mandados judiciais – nove de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 28 de busca e apreensão. As diligências são realizadas no Paraná (Curitiba, Paranaguá, Matinhos, Campo Largo), em São Paulo (São Paulo, Santos, Santo André, Peruíbe, Atibaia) e em Santa Catarina (Itapema, Balneário Camboriú, Itajaí, Camboriú e Urubici).

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