Empresário da Operação My Way se entrega à PF

O empresário João Gualberto Pereira, um dos sócios da Arxo Industrial, chegou dos Estados Unidos e, por decisão judicial, ficará preso

Redação

06 Fevereiro 2015 | 18h02

Atualizada às 19h44

Por Andreza Matais, de Brasília

O empresário João Gualberto Pereira, um dos sócios da Arxo Industrial, se entregou à Polícia Federal nesta sexta-feira, 6. Ele é investigado pela Operação My Way, nona fase da Lava Jato, por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás, e foi preso por decisão judicial.

A Arxo, segundo uma testemunha, pagava propina para conseguir informações privilegiadas e contratos na BR Distribuidora, empresa responsável por vender o óleo produzido pela petroleira. A BR é subsidiária da Petrobrás.

O empresário estava nos Estados Unidos quando a Justiça decretou sua prisão preventiva para prestar depoimento sobre as denúncias. Pereira chegou ao Brasil e foi de Guarulhos (SP), no Aeroporto Internacional de São Paulo, para Curitiba (PR).

O irmão dele, Gilson João Pereira, foi preso ontem também em regime preventivo, além do diretor financeiro da Arxo, Sérgio Ambrosio Maçanerro. Na empresa foi encontrada grande quantidade de notas de real e de dólares, além de relógios e perfumes escondidos em fundos falsos na sede da Arxo em Balneário Piçarras (SC). A PF considera foragido Mario Goes, consultor que faria essa intermediação da Arxo com a BR.

Grande quantidade de dinheiro foi apreendida, na quinta-feira, 5, na sede da Arxo.

Grande quantidade de dinheiro foi apreendida, ontem, na sede da Arxo.

 

COM A PALAVRA, A ARXO.

“O sócio proprietário da Arxo, João Gualberto Pereira Neto, apresentou-se no final da tarde desta sexta-feira na Polícia Federal, em Curitiba, para prestar esclarecimentos sobre a empresa. As informações declaradas pela ex-gerente e responsável da área financeira e contábil da Arxo são infundadas. Ela foi demitida em novembro de 2014, quando foi instaurada uma auditoria interna para apurar indícios de desvio de valores que podem ultrapassar R$ 1 milhão por parte da ex-gerente. As apurações apontam que a mesma utilizava-se de empresas de terceiros para recebimento dos valores, incluindo uma das empresas citadas por ela na denúncia. A Arxo está tomando todas providências legais para indicação dos envolvidos.

Nenhum membro da diretoria ou colaborador da empresa teve qualquer ligação com tratativa ou pagamento de propina à Petrobras. Da mesma forma, todos desconhecem o citado Mário Góes.

A direção da empresa reafirma a disposição de contribuir com o trabalho das autoridades, ajudando-os com todo e qualquer esclarecimento necessário. A Arxo é uma empresa que está no mercado desde 1967, líder em seu segmento, o que garante que todas as atividades da empresa e compromissos com os clientes e fornecedores sejam mantidos. A ação da Polícia Federal em nada impede o andamento do processo fabril e administrativo e todos os prazos de entrega de equipamentos, carregamento e pagamento estão assegurados.”

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