Empreiteiros da Camargo Corrêa desistem de recursos contra a Lava Jato

Dalton Avancini e Eduardo Leite, presos desde 14 de novembro, abrem mão de todos os habeas corpus contra ordem de prisão que pesa contra ambos; desistência faz parte de acordo de delação

Redação

04 de março de 2015 | 17h31

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Fausto Macedo e Julia Affonso

Os empreiteiros da Camargo Corrêa alvos da Operação Lava Jato desistiram de todos os pedidos de habeas corpus e recursos que haviam apresentado contra o decreto de prisão que pesa contra ambos. A desistência faz parte do acordo de delação premiada que Dalton Avancini, diretor-presidente da Camargo Corrêa Construções e Participações S/A, e Eduardo Leite, vice presidente da empresa, fecharam com a força tarefa da Procuradoria da República.

Avancini e Leite foram presos em caráter preventivo dia 14 de novembro de 2014 pela Operação Juízo Final, sétima fase da Lava Jato que mirou o braço empresarial do esquema de corrupção que se instalou na Petrobrás entre 2003 e 2014.

Dalton Avancini. Foto: Reprodução.

Dalton Avancini. Foto: Reprodução

Eduardo Hermelino Leite, o

Eduardo Leite. Foto: Reprodução

Na sexta feira, 27, os executivos fecharam acordo de delação premiada com a força tarefa da Lava Jato. Presos há 108 dias eles decidiram colaborar com as investigações em troca de prisão domiciliar. Antes de deixarem a Custódia da Polícia Federal em Curitiba (PR), base da Lava Jato, eles ainda vão depor e contar o que sabem.

“O acordo não prevê a restrição do regular exercício da defesa dos colaboradores, porque seria contrário à posição do próprio Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o tema”, disse o criminalista Pierpaolo Bottini, que defende Dalton Avancini.

Pierpaolo Bottini observou que “o acordo prevê a desistência dos habeas corpus porque tratam da prisão preventiva, que deixará de existir em breve”.

 

 

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