Empreiteiro preso diz ter ‘contribuição relevante’ para a Lava Jato

O vice-presidente da Engevix Engenharia, Gerson de Mello Almada, pediu à Justiça Federal no Paraná para ser ouvido

Redação

03 de março de 2015 | 10h59

Por Julia Affonso, Fausto Macedo e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba

O vice-presidente da Engevix Engenharia, Gerson de Mello Almada, pediu à Justiça Federal no Paraná, na segunda-feira, 2, para ser ouvido. Ele afirma que teria ‘contribuição relevante para cognição dos fatos’. O empreiteiro está preso desde novembro de 2014, acusado de participar do esquema de corrupção e propina na Petrobrás investigado pela Operação Lava Jato.

“Há muito pede ele para ser ouvido por V. Exa., com a intenção de trazer contribuição relevante para a cognição dos fatos, o que parece possível, sem maiores riscos à defesa técnica, depois de findas as oitivas das testemunhas”, diz o documento anexado aos autos da ação penal da Engevix.

Gerson de Mello Almada. Foto: Reprodução

Gerson de Mello Almada. Foto: Reprodução

Segundo Almada, o interrogatório judicial pedido por ele não trará qualquer prejuízo processual. O vice da Engevix foi denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

‘Sendo certo que eventual fato novo pode autorizar V. Exa. a determinar nova inquirição do acusado, em prol da busca da verdade, ou do pleno exercício do direito de defesa dos réus’, afirmou.

No fim de janeiro, a defesa do executivo afirmou em documento entregue à Justiça Federal que a estatal havia sido usada para bancar o “custo alto das campanhas eleitorais”. De acordo com os advogados de Almada, “a Petrobrás foi escolhida para geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias”.

 

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