Empreendedorismo e investimento: uma análise sobre o panorama nacional e estrangeiro

Maucir Nascimento* 

31 de janeiro de 2021 | 03h00

Os jovens prometem ser a grande aposta do empreendedorismo para os próximos anos. De acordo com a pesquisa Amway Global Entrepreneurship Report (AGER), realizada pela Universidade Técnica de Munique (TUM) e validada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), 56% dos brasileiros desejam empreender e, destes, 74% são jovens entre 18 e 35 anos.

Além disso, outro dado da pesquisa que chama bastante atenção é que 53% dos respondentes brasileiros acreditam na tecnologia como grande facilitador do empreendedorismo ao redor do mundo e pretendem apostar nas oportunidades derivadas deste segmento tanto em território nacional quanto no exterior.

Apesar de apresentar um grande potencial, acredito que o Brasil, como o mundo, ainda tem um déficit grande de desenvolvedores, por exemplo. As coisas realmente poderiam ser melhores para os empreendedores aqui, de maneira geral: sistema tributário, financiamento, capacitação, etc etc. Só que não dá para dizer que no Brasil tudo é horrível. Nós temos hubs muito bons e um potencial enorme para crescer com a ajuda da tecnologia.

O impacto da experiência no exterior

A experiência no exterior, sem dúvida, torna-se um grande diferencial de mercado, principalmente no que diz respeito a expandir a mente para as possibilidades do ato de “empreender”. Em minha vivência no exterior, por exemplo, tive a oportunidade de conhecer novas perspectivas e ter experiências profissionais que agregaram muito ao meu senso crítico.

Aliás, uma diferença que me chamou a atenção está relacionada à valorização do tempo em relação a remuneração. Normalmente, o empresário brasileiro não se preocupa com o custo do tempo para que um funcionário dele exerça uma atividade (sobretudo aqueles que estão na base da pirâmide). Ou seja, não se questiona se os colaboradores estão utilizando as melhores ferramentas para otimizar o trabalho. Isso causa uma perda de produtividade muito grande no Brasil e, consequentemente, de dinheiro.

Dessa forma, creio que uma empresa que ainda faz sua contabilidade baseada em papel físico está em clara desvantagem, assim como aquelas que não exploram os potenciais do WhatsApp, das mídias sociais, da automação de vendas, que não utilizam ferramentas para auxiliar seus funcionários a fazerem serviços operacionais e até os repetitivos. Isso sem mencionar CRMs, ERPs, Big Data e, assim por diante.

Vale complementar em relação ao empreendedorismo, que eu acho interessante quando a pessoa aproveita a bagagem que adquiriu fora – trabalhando e vivenciando o que há de mais inovador –, e traz isso para ser aplicado no seu negócio e dentro do seu país. O Brasil apresenta oportunidades incríveis de inovação.

*Maucir Nascimento, cofundador da Speedio

Tudo o que sabemos sobre:

Artigo

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.