Em vídeo, advogado de procuradores no CNMP diz que remoção de Deltan ‘seria um retrocesso inadimissível’

Em vídeo, advogado de procuradores no CNMP diz que remoção de Deltan ‘seria um retrocesso inadimissível’

Marcelo Knopfelmacher diz que chefe da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba 'tem feito um trabalho espetacular e por isso está sendo julgado'

Redação

17 de agosto de 2020 | 16h18

O advogado Marcelo Knopfelmacher, que defende procuradores da força-tarefa da Lava Jato junto ao Conselho Nacional do Ministério Público divulgou vídeo em suas redes sociais nesta segunda, 17, afirmando que eventual remoção do procurador Deltan Dallagnol da chefia da operação em Curitiba seria ‘um grande retrocesso inadmissível’. As vésperas de julgamento de três procedimentos contra Deltan, Knopfelmacher diz que o procurador ‘tem feito um trabalho espetacular e por isso está sendo julgado’.

“Cá entre nós, o doutor Deltan ser julgado por quem ele mesmo investigava e contra quem ele propunha ações penais. Estamos diante de uma inversão do jogo? Agora são os réus que julgam seus acusadores? Estamos diante de algo absolutamente estranho”, afirmou em vídeo.

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Publicado por Marcelo Knopfelmacher em Segunda-feira, 17 de agosto de 2020

O advogado diz ainda que a remoção por interesse público cautelar de Deltan seria ‘algo inédito’. Segundo ele, tal medida foi determinada em dois casos, envolvendo situações que chamou de ‘gravíssimas’.

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro também saiu em defesa de Deltan nesta segunda, 17. Moro afirmou que a Constituição prevê ‘prerrogativas importantes’ aos membros do Ministério Público, entre elas a de não poder ser removido. “Isso é uma garantia legal para que os procuradores possam atuar com segurança, independência e protegidos de influências políticas”, disse.

Ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba, onde tramitam as investigações e ações penais da Lava Jato no Paraná, Moro defendeu que o trabalho da força-tarefa, sob coordenação de Deltan, ‘é um marco para o combate à corrupção e tem o apoio da sociedade brasileira’. Logo em seguida o ex-ministro postou a nota em seu perfil no Twitter.

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