Em troca de crédito de R$ 50 milhões, Odebrecht pagou R$ 5 milhões para Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo

Em troca de crédito de R$ 50 milhões, Odebrecht pagou R$ 5 milhões para Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo

As doações, em forma de caixa 2, foram, respectivamente, para as eleições municipais, Senado Federal e governo do Paraná; Segundo os delatores, os repasses foram registrados no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht

Breno Pires, Alexandre Hisayasu, Fausto Macedo, Julia Affonso e Luiz Vassallo

11 de abril de 2017 | 22h40

Gleisi Hoffmann. Foto: Wilton Junior/Estadão

Gleisi Hoffmann. Foto: Wilton Junior/Estadão

Marcelo Odebrecht e mais dois executivos afirmaram à Procuradoria Geral da República que o então ministro Paulo Bernardo, em 2008, 2010 e 2014, pediu contribuições à campanha da esposa, a senadora Gleisi Hoffmann (PT).  A Odebrecht fez diversos repasses. Em 2014, deu R$ 5 milhões e, em troca, conseguiu abertura de crédito de R$ 50 milhões para financiamento à exportação de ebns e serviços entre Brasil e Angola.

Documento

Segundo os delatores, os repasses foram registrados no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, no sistema “Drousys”, que fazia o controle da distribuição de propina.

O ministro Edson Fachin afirmou que “considerando a potencial utilidade ao esclarecimentos de fatos previamente apurados sob a supervisão desta Corte, solicita o Ministério Público “a juntada ao Inquérito 4342/STF de cópia dos Termos de depoimento: nº 18 e 52 do colaborador BENEDICTO BARBOSA DA SILVA JÚNIOR; nº 4 e 16 do colaborador MARCELO BAHIA ODEBRECHT; e nº 3 e 4 do colaborador VALTER LUIS ARRUDA LANA., assim como dos documentos apresentados pelos colaboradores” (fl. 5). Postula, por fim, “o levantamento do sigilo em relação aos termos de depoimento aqui referidos, uma vez que não mais subsistem motivos para tanto”

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