Em tom de bricadeira, Teori diz que ‘não teve sorte’ em ser relator da Lava Jato

Em tom de bricadeira, Teori diz que ‘não teve sorte’ em ser relator da Lava Jato

Responsável por conduzir a maior investigação de combate à corrupção envolvendo políticos no País, ministro arranca risos de colegas no plenário

Isadora Peron e Gustavo Aguiar, de Brasília

23 de junho de 2016 | 13h31

ADST219 BSB - 22/06/2016 - STF / SESSÃO - POLITICA - O ministro Teori Zavascki, na sessão do STF que decide se aceita a segunda denúncia contra o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha e sua filha e sua esposa, no plenário do STF . em Brasilia. FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

O ministro do STF Teori Zavascki. Foto: André Dusek/Estadão

O ministro Teori Zavascki arrancou risadas no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira, 22, após fazer um desabafo sobre a responsabilidade de ser o relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte.

Após ouvir do ministro Luís Roberto Barroso que o Brasil “teve uma sorte imensa” de ter uma pessoa como ele conduzindo um caso “verdadeiramente complexo e tormentoso”, Teori interrompeu a fala do colega e afirmou:

– Quem não teve sorte fui eu.

Tentando controlar o riso, Barroso contemporizou e disse que essas “são missões que a vida nos dá”. “A minha vida era mais fácil também antes daqui, creia em mim”, disse.

O episódio foi um raro momento de descontração no plenário durante o julgamento da segunda denúncia contra o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Por unanimidade, os ministros decidiram transformá-lo em réu sob a acusação de alimentar contas secretas na Suíça com dinheiro desviado da Petrobrás.

No momento, mais de 40 inquéritos da Lava Jato tramitam na Corte. Desde que o caso chegou ao Supremo, em 2014, Teori já teve que deliberar sobre casos espinhosos, como a decisão de mandar prender o então senador Delcídio Amaral (sem partido – MS) e de afastar Cunha da presidência da Câmara.

 

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