Em sigilo, delações da Odebrecht seguem para a PGR

Em sigilo, delações da Odebrecht seguem para a PGR

Procuradoria-geral da República vai agora definir quais investigações serão solicitadas a partir dos depoimentos dos delatores da empreiteira

Rafael Moraes Moura e Breno Pires, de Brasília

30 de janeiro de 2017 | 10h09

Rodrigo Janot. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Rodrigo Janot. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) informou na manhã desta segunda-feira, 30, que a documentação das delações de 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht será enviada ainda hoje à Procuradoria-Geral da República (PGR).

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, homologou as delações durante o recesso do Poder Judiciário, período no qual trabalha em regime de plantão despachando casos considerados mais urgentes. Durante o final de semana, Cármen trabalhou em contato com o juiz Márcio Schiefler, braço direito de Teori Zavascki na condução da Lava Jato na Corte.

A decisão de Cármen – de fazer ela mesma a homologação – foi feita depois de o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ter pedido de urgência na análise e homologação das delações da Odebrecht, colhidas no âmbito da Operação Lava Jato. Cármen não retirou o sigilo das delações.

Ao receber o material, os procuradores analisarão o conteúdo das delações e decidirão os pontos que devem ser aprofundados e investigados.

Ainda nesta semana, Cármen deverá decidir quem vai assumir a relatoria dos processos da Lava Jato no STF.

Tendências: