Em Pernambuco, uma diferença de 260 votos garante a continuidade do comando da OAB

Em Pernambuco, uma diferença de 260 votos garante a continuidade do comando da OAB

Advogado tributarista Fernando Ribeiro Lins foi eleito pelos pares para presidir a OAB-PE pelo próximo triênio

Monica Bernardes, especial para o Estadão

16 de novembro de 2021 | 22h54

Vitória de Fernando Ribeiro Lins garante continuidade na gestão da OAB-PE. Foto: Reprodução/Instagram

Em Pernambuco, a eleição da seccional estadual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PE) foi bastante disputada. Por uma diferença de apenas 260 votos, venceu a chapa da situação, Advocacia mais Unida, encabeçada pelo advogado tributarista Fernando Ribeiro Lins, de 48 anos – que foi alçado à disputa depois de ter atuado como presidente da Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco (CAAPE) ao longo dos últimos três anos, na gestão do atual presidente, Bruno Baptista. Sua eleição representa a continuidade do grupo que comanda a instituição há 15 anos ininterruptos.  A atual vice-presidente da entidade, Ingrid Zanella, compõe com Ribeiro a cabeça de chapa eleita.

O candidato derrotado por Fernando Ribeiro foi o previdenciarista Almir Reis, 35. Em 90 anos da OAB Pernambuco foi a segunda vez que um representante oposicionista conseguiu ameaçar a chapa da situação na disputa pelo comando da entidade.

Com um orçamento mensal anual de aproximadamente R$ 36 milhões por ano, a OAB-PE conta com mais de 50 mil associados, dos quais mais de 23,5 mil estavam aptos a votar na eleição de hoje. Ao longo da campanha, o clima entre os adversários esquentou bastante. Denúncias de disseminação de fake news, acusações sobre o não cumprimento de cotas raciais e outras irregularidades foram dando o tom da disputa, especialmente nas redes sociais das duas chapas.

Pela manhã, o sistema de votação eletrônica apresentou falhas e algumas urnas precisaram ser substituídas pela votação manual. Grandes filas se formaram e o tempo médio de espera chegou a superar 1h30. No final da tarde, cerca de cem advogados acabaram sendo barrados na porta do maior local de votação, que atendeu os municípios de Recife e Olinda. Alguns associados ameaçaram entrar com um pedido de impugnação do pleito, mas mesmo assim a proibição do acesso dos retardatários foi mantida pela comissão eleitoral.

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