Em nova fase da Operação Quinta Coluna, PF mira lavagem de dinheiro de líder do tráfico de cocaína em aviões da FAB

Em nova fase da Operação Quinta Coluna, PF mira lavagem de dinheiro de líder do tráfico de cocaína em aviões da FAB

Justiça Federal ainda determinou o sequestro e bloqueio de cinco imóveis, uma academia de ginástica e dois veículos de luxo ligados aos investigados; a ordem também atinge R$ 2 milhões referentes a um empréstimo realizado pelo investigado e R$ 1,6 milhão em contas do suspeito e de suas empresas

Redação

15 de dezembro de 2021 | 08h18

Avião da Força Aérea Brasileira Foto: Divulgação/Força Aérea Brasileira

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 15, a 5ª fase da Operação Quinta Coluna para aprofundar as investigações sobre a lavagem de dinheiro praticada pelo homem apontado como líder de uma associação criminosa responsável por remeter drogas para a Europa a partir de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB).

Os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão em Brasília e Florianópolis, Santa Catarina. As ordens foram expedidas pela Justiça Federal, que ainda determinou o sequestro e bloqueio de cinco imóveis, uma academia de ginástica e dois veículos de luxo ligados aos investigados.

Além disso, a ordem de bloqueio atinge R$ 2 milhões referentes a um empréstimo realizado pelo investigado e R$ 1,6 milhão em contas do suspeito e de suas empresas.

De acordo com a PF, as investigações apontam que a aquisição de bens e movimentação de valores foram realizadas majoritariamente em espécie e que o investigado teria usado seus familiares como ‘laranjas’ para as compras.

Os investigadores ainda identificaram o uso de empresas de fachada para ‘dissimular a propriedade de imóveis e movimentação de vultosas quantias’.

A Polícia Federal diz que os investigados podem responder pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, com penas que podem chegar a 13 anos de reclusão.

A Operação Quinta Coluna foi inicialmente deflagrada em fevereiro para investigar pessoas que se associaram ao sargento Manoel Silva Rodrigues ‘de forma estável e permanente, para a prática do crime de tráfico ilícito de drogas, tendo sido apresentado à Justiça elementos que indicam pelo menos mais uma remessa de entorpecente para Espanha’.

O militar foi detido em 2019 na Espanha com 39 quilos de cocaína quando viajava como parte da tripulação de apoio do presidente Jair Bolsonaro

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