Em meio à pressão para endurecer cobranças ao governo na pandemia, Aras recebe Pazuello para ‘esclarecimentos’

Em meio à pressão para endurecer cobranças ao governo na pandemia, Aras recebe Pazuello para ‘esclarecimentos’

Em nota, Procuradoria-Geral da República informou que reunião foi solicitada pelo ministro da Saúde para prestar informações ao chefe do Ministério Público Federal

Rayssa Motta

21 de janeiro de 2021 | 16h48

O procurador-geral da República, Augusto Aras, recebeu nesta quinta-feira, 21, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em Brasília.

O encontro acontece em um momento de pressão para o chefe do Ministério Público Federal, que vem sendo cobrado a endurecer a fiscalização das ações do governo federal na pandemia do novo coronavírus.

O procurador-geral da República Augusto Aras. Foto: Dida Sampaio / Estadão

Segundo informações divulgadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a reunião presencial foi solicitada pelo general para prestar esclarecimentos depois que Aras pediu informações sobre as medidas em curso para resolver a crise sanitária em Manaus. O requerimento foi feito após o Cidadania entrar com uma representação cobrando a investigação do ministro por prevaricação e improbidade administrativa.

O partido político não foi o único. Desde que o sistema de saúde da capital amazonense entrou em colapso, houve uma disparada na formalização de pedidos de apurações contra o governo federal pelo desabastecimento de oxigênio hospitalar na região e também pelo atraso na aquisição de insumos para produção das vacinas contra a covid-19. Na quarta-feira, 20, procuradores do próprio Ministério Público Federal, atuantes em seis estados, enviaram um ofício a Aras pedindo que ele acompanhe junto ao Ministério da Saúde e ao das Relações Exteriores as negociações para compra da matéria-prima.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Foto: Gabriela Biló / Estadão

O temperatura subiu depois que Augusto Aras divulgou uma nota, via Procuradoria-Geral da República, reconhecendo a escalada na pressão pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A manifestação insinua ‘estado de defesa’ e empurra para o Congresso Nacional a competência para análise de ‘eventuais ilícitos’.

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