Em Juiz de Fora, onde uma facada quase o tirou da disputa, Bolsonaro é disparado primeiro lugar

Em Juiz de Fora, onde uma facada quase o tirou da disputa, Bolsonaro é disparado primeiro lugar

Candidato do PSL teve quase 130 mil votos na cidade mineira onde sofreu o atentado na tarde de 6 de setembro, enquanto Fernando Haddad, seu principal opositor, recebeu 66 mil votos

Julia Affonso

07 Outubro 2018 | 20h31

Foto: FABIO MOTTA/ESTADÃO

Em Juiz de Fora (MG), onde foi esfaqueado em 6 de setembro, o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) já contava 129 mil votos ou 45%. Bolsonaro ficou em primeiro lugar na cidade mineira.

Durante um ato de campanha, naquele dia 6, o candidato foi atacado por Adelio Bispo dos Santos, que está preso e virou réu por violação à Lei de Segurança Nacional.

Na corrida presidencial em Juiz de Fora, Fernando Haddad (PT) tem 66 mil votos ou 23%, Ciro Gomes (PDT), 57 mil votos (20%) e João Amoêdo (NOVO), 9 mil (3,3%).

Bolsonaro foi operado em Juiz de Fora e depois transferido para Hospital Albert Einsten, em São Paulo, onde passou por uma segunda intervenção cirúrgica. O candidato recebeu alta no último fim de semana e está em recuperação na sua residência, no Rio.

Adelio está preso na penitenciária de segurança máxima em Campo Grande.

No dia 3 passado, o juiz Bruno Savino, da 3.ª Vara Federal de Juiz de Fora, recebeu denúncia contra Adélio. O Ministério Público Federal seguiu o entendimento da investigação conduzida pela Polícia Federal e enquadrou o esfaqueador no artigo 20 da Lei de Segurança Nacional pela prática de ‘atentado pessoal por inconformismo político’.

Na acusação, que pode resultar em uma condenação de até 20 anos para Adelio Bispo, o Ministério Público Federal afirma que ele planejou o ataque a Bolsonaro desde o dia em que soube pelos jornais que o presidenciável faria ato de campanha em Juiz de Fora.