Em audiência de custódia, Justiça mantém prisão de Crivella

Em audiência de custódia, Justiça mantém prisão de Crivella

Prefeito é apontado como o chefe de organização criminosa no âmbito do 'QG da Propina'

Caio Sartori/RIO

22 de dezembro de 2020 | 19h40

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella. Foto: Gabriela Biló/Estadão

A prisão preventiva do prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), foi mantida pela Justiça após cerca de quatro horas de audiência de custódia. Ele está sendo encaminhado no início desta noite para o presídio de Benfica, na zona norte, espécie de porta de entrada do sistema penitenciário fluminense. De lá, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) determinará para onde cada preso vai ser levado.

A desembargadora que autorizou a prisão, Rosa Helena Penna Guita, foi a mesma que ouviu o mandatário e outros cinco presos. Eles são acusados de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Na audiência de custódia, o preso pode dizer se o ato da prisão teve alguma irregularidade. Crivella afirmou que não houve. Apesar disso, a defesa do prefeito já entrou com habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) questionando a competência da desembargadora para determinar, de modo monocrático, a prisão.

Além de Crivella, foram ouvidos pela magistrada o empresário Rafael Alves, suposto operador do esquema de propinas; o ex-tesoureiro da campanha de Crivella, Mauro Macedo, e o empresário Cristiano Stockler Campos. De acordo com o TJ, as audiências de outros dois detidos, Adenor Gonçalves e Fernando Moraes, foram adiadas para esta quarta-feira porque eles estão com suspeita de covid. Serão por videoconferência.

Tudo o que sabemos sobre:

Marcelo Crivella

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.