Em anotação, operador cita amizade com Renan e conta de offshore na Alemanha

Em anotação, operador cita amizade com Renan e conta de offshore na Alemanha

Quebra de sigilo telemático revela movimentos de Milton Lyra, supostamente ligado a senadores do PMDB

Luiz Vassallo e Julia Affonso

02 de outubro de 2017 | 05h00

FOTO DIDA SAMPAIO/ESTADAO

Na quebra de sigilo telemático do empresário Milton Lyra, apontando como operador financeiro de senadores do PMDB, a Procuradoria-Geral da República encontrou anotações sobre sua ‘amizade’ com o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre o esquema Panamá Papers e contato com o banco UBS, onde Lyra possui uma conta atrelada à offshore Venilson Corp.

“Surpreende-se anotação aludindo ao esquema do Panamá Papers, à amizade com Renan Calheiros e ao contato com o banco UBS”, escreveu o então procurador-geral Rodrigo Janot em pedido de abertura do inquérito contra Renan, Lyra e o empresário Arthur Pinheiro Machado.

Os três são investigados por supostos desvios praticados do Fundo de pensão dos Correios, o Postalis.

Em relatório anexado ao inquéritos, o Ministério Público Federal aponta que Lyra recebeu R$ 13,8 milhões de fundos de investimentos em que o Postalis é cotista – R$ 3,5 milhões do Atlântica Real Sovereign e R$ 10,3 do Brasil Sovereign II.

COM A PALAVRA, MYLTON LIRA

Todas as atividades de Milton Lyra e de suas empresas são e sempre foram lícitas. O empresário está à disposição da justiça para prestar os esclarecimentos necessários.

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