Elias Rosa diz que não busca autopromoção e nega crise orçamentária no MP-SP

Lilian Venturini

01 de abril de 2014 | 18h55

Candidato a procurador geral de Justiça de São Paulo reage a seu oponente e diz que instituição ‘prima pela responsabilidade fiscal’

por Fausto Macedo

O procurador Márcio Fernando Elias Rosa, candidato à reeleição para o cargo de procurador geral de Justiça de São Paulo, reagiu com veemência ao relatório publicado pela Associação Paulista do Ministério Público sobre a queda na participação da instituição no orçamento do Estado. Em entrevista à TV Estadão, na tarde desta terça feira, 1.º, Elias Rosa foi categórico. “Não é verdade que a instituição esteja numa crise orçamentária”, disse o procurador.

A entidade de classe publicou em seu site, na última sexta feira, 28, que o índice de participação do Ministério Público no orçamento caiu de 1,23% para 0,923%. “Essa queda indicada pela entidade ocorre no porcentual, mas não em valores nominais. Nosso orçamento vem crescendo ano a ano.”

Elias Rosa mandou um recado para aqueles que ambicionam cofres cheios no Ministério Público. “Gostaria que o Ministério Público tivesse um orçamento compatível com a sua grandeza e com a sua importância. Agora, é preciso ser cauteloso. O Ministério Público de São Paulo prima pela responsabilidade fiscal, pela gestão de resultados.”

O procurador, que exerceu o comando do Ministério Público nos últimos dois anos, disse que seu estilo não é midiático, em resposta à queixa de seu oponente, Luiz Marrey, que cobra “um Ministério Público protagonista”.

“Nós não frequentamos a mídia no sentido da autopromoção. A Procuradoria Geral de Justiça e as promotorias atuam numa relação de coerência. Eu não posso nem me apropriar dos trabalhos dos promotores muito menos desautorizá-los. A imensa maioria dos promotores de Justiça trabalha anonimamente, em defesa da sociedade. Eu falo por mim, eu prefiro valorizar o trabalho dos promotores. Meu papel de procurador-geral é conceder meios para que todos os colegas continuem atuando desse mesmo modo, pelo interesse público e da sociedade.”