Eleições 2018: Polícia já prendeu 11 por crimes eleitorais

Eleições 2018: Polícia já prendeu 11 por crimes eleitorais

Em Poconé (MT), dois foram presos com R$ 90 mil sem origem comprovada; outros três foram presos em Alagoas com R$ 13 mil, material de campanha e um livro com anotações com cadastro de eleitores

Fabio Serapião/BRASÍLIA

05 Outubro 2018 | 21h19

Foto: Daniel Teixeira/AE

Balanço parcial divulgado pelo Ministério da Segurança Pública mostra que 11 pessoas foram presas desde esta quinta-feira (4) por suspeita de crimes eleitorais. As ocorrências foram registradas pela Operação Eleições 2018, que é coordenada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Sediado em Brasília, na Polícia Rodoviária Federal (PRF), o CICCN possui representantes de todos os Estados para centralizar e coordenar as informações e ações relacionadas à segurança pública durante as eleições. Essas informações vão nortear a atuação das polícias militares e civis dos Estados e, também, das guardas municipais.

De acordo com os números divulgados na tarde desta sexta-feira, 5, duas pessoas foram presas em Poconé (MT) com R$ 89,9 mil sem origem comprovada. Como cada um dos detidos deu uma versão sobre a origem do dinheiro, o caso foi encaminhado à Polícia Federal de Cuiabá.

Outras 3 pessoas foram detidas em Canapi, em Alagoas, por compra de votos. A polícia encontrou R$ 13 mil, material de campanha e um livro com anotações com cadastro de eleitores no veículos ocupado pelos detidos. O caso foi encaminhado á PF de Alagoas.

Na Bahia, quatro mulheres que realizavam panfletagem de material eleitoral em desacordo com a legislação foram encaminhadas para a Delegacia de Itabela. Em Pernambuco, uma pessoa presa na cidade de Gameleira por compra de votos.

Na quinta, durante a inauguração do centro, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, havia relatado quatro ocorrências. Duas delas relacionadas a interdição de rodoviais, em Mato Grosso e no Pará, uma apreensão de valores que seriam para compra de votos em Roraima, que resultou em uma prisão, e um acidente automotivo envolvendo uma deputada estadual no Rio Grande do Sul.

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