Eleições 2018: Justiça Eleitoral sorteia urnas que serão auditadas

Eleições 2018: Justiça Eleitoral sorteia urnas que serão auditadas

Equipamento será submetido a auditorias de funcionamento em tempo real e também a testes de verificação de autenticidade e integridade

Redação

27 de outubro de 2018 | 16h24

FOTO: FILIPE ARAUJO/ESTADÃO

A Justiça Eleitoral sorteou neste sábado, 27, as urnas que serão submetidas a auditorias de funcionamento em tempo real e também a testes de verificação de autenticidade e integridade do sistema no segundo turno. As informações foram divulgadas pelo TSE.

Segundo o TSE, os sorteios, previstos em lei, ocorreram nas sedes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em todas as unidades federativas. “Como ocorreu no primeiro turno, as solenidades para definição das urnas que serão submetidas a auditorias foram abertas ao público e acompanhadas por representantes de partidos políticos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público (MP)”.

Os Tribunal Regionais Eleitorais são responsáveis por sortear seis urnas em suas respectivas sedes. De acordo com o TSE, três são destinadas para demonstração, em tempo real, da fidelidade da urna em relação aos votos recebidos. As outras três urnas escolhidas serão submetidas a auditorias do sistema utilizado no equipamento. Os sorteios no TRE do Distrito Federal (TRE-DF) foram conduzidos pelo juiz-presidente da Comissão de Auditoria da Urna Eletrônica, Eduardo Henrique Rosas.

“As urnas sorteadas no Distrito Federal – e que serão usadas na auditoria de fidelidade – foram substituídas, nas respectivas seções em que se encontravam, e transportadas para a sede do TRE-DF. O mesmo procedimento se repete em todo país. Essas urnas serão mantidas em ambiente controlado e monitoradas por câmeras”, explica o TSE.

O TSE afirma que no domingo, no mesmo horário da eleição, as urnas auditadas ‘serão alimentadas com votos preenchidos, em cédulas de papel, pelos partidos políticos e por alunos do Centro de Ensino Fundamental 04 (CEF-04), localizado na 113 Sul’. “As cédulas preenchidas pelos partidos foram entregues em audiência pública no TRE-DF. Já os estudantes votaram em uma eleição simulada na escola. Esses votos são mantidos em urnas de lona lacradas e, no dia da eleição, as urnas sorteadas são alimentadas com eles. O procedimento tem o objetivo de comprovar que os dados inseridos na urna eletrônica correspondem exatamente ao resultado que ela produz”.

“Já as urnas sorteadas para auditorias de verificação de autenticidade e integridade do sistema são mantidas nas seções em que se encontram e funcionarão normalmente no dia da eleição. Antes do início da votação, são emitidos relatórios dos sistemas instalados nas urnas eletrônicas. Eles são disponibilizados para conferência pública e comprovam que os sistemas instalados na urna estão íntegros e correspondem, efetivamente, aos que são informados pelo TSE. O procedimento, que ocorre em todas as unidades federativas, verifica 81 urnas sorteadas previamente, sendo três em cada estado, e é acompanhado por autoridades, representantes da OAB e de partidos políticos”, diz o TSE.

Brasília. No Distrito Federal, as urnas sorteadas para auditorias de fidelidade em tempo real foram as da 304ª seção da 15ª Zona Eleitoral, 921ª seção da 8ª Zona Eleitoral e a 74ª seção da 14ª Zona Eleitoral. Para os testes de verificação de autenticidade e integridade do sistema foram sorteadas as urnas da 357ª seção da 2ª zona eleitoral, a 198ª da 20ª zona eleitoral e a 49ª seção da 11ª zona eleitoral.

São Paulo. Em meio ao sorteio em São Paulo, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin, fez um apelo

“O eleitor pode ficar tranquilo, que o voto digitado é o voto computado. Os programas da urna são absolutamente isentos, não têm nenhuma interferência externa”, disse o desembargador.

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