PF caça Eike Batista em nova fase da Lava Jato

PF caça Eike Batista em nova fase da Lava Jato

Operação Eficiência é um desdobramento da Lava Jato, mandados foram autorizados pelo juiz Marcelo Bretas e diligências são cumpridas no Rio de Janeiro.

Fabio Serapião e Fausto Macedo

26 de janeiro de 2017 | 06h58

Eike Batista. Foto: Estadão

Eike Batista. Foto: Estadão

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta-feira, 26, mandados de prisão preventiva, conduções coercitivas e buscas e apreensões no Rio de Janeiro. As diligências são parte da Operação Eficiência, segunda fase da Calicute, desdobramento da Lava Jato em solo carioca. Entre os alvos de prisão preventivas estão o empresário Eike Batista e o vice-presidente de futebol do Flamengo Flávio Godinho, ex-braço direito de Eike.

A investigação mira pagamentos de propina envolvendo o ex-governador Sergio Cabral, que também é alvo de um mandado de prisão preventiva – o peemedebista já está preso em Bangu. Os outros alvos da operação são Sergio Castro, apontado como operador do esquema, Francisco Assis, o doleiro Álvaro Galliez, Thiago Aragão, ex-sócio da esposa de Cabral, e três pessoas ligadas a Cabral que já estão presa – Wilson Carlos, Carlos Emanuel Miranda e Luiz Carlos Bezerra.

Além deles, o irmão de Cabral, Maurício de Oliveira Cabral Santos e Suzana Neves Cabral, sua ex-mulher, são alvos de condução coercitiva.

Todas as diligências tiveram origem nos desdobramentos da investigação sob tutela do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro. Na fase de hoje, as informações foram coletadas em dois acordos de colaboração que abordaram os detalhes do esquema de lavagem de dinheiro por trás dos desvios praticados pelo grupo do ex-governador Sergio Cabral.

Arquivo X. Eike Batista já havia prestado depoimento à força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. No depoimento, o ex-presidente do Conselho de Administração da OSX declarou que, em 1 de novembro de 2012, recebeu pedido de um então ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, Guido Mantega, para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões, no interesse do PT. Mantega teve a prisão decretada por conta das declarações de Eike na fase Arquivo X, deflagrada em 22 de setembro de 2016.

 

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