Eike Batista embarca de volta para o Brasil e vai se entregar à Justiça

Eike Batista embarca de volta para o Brasil e vai se entregar à Justiça

Empresário estava lista de foragidos da PF e na difusão vermelha do Interpol após ser alvo de mandado no prisão na operação Eficiência.

Fausto Macedo e Fabio Serapião

29 de janeiro de 2017 | 22h14

Foragido das autoridades brasileiras desde a deflagração da operação Eficiência, na quinta-feira, 26, o empresário Eike Batista está a caminho do Brasil para se entregar à Polícia Federal. A informação foi revelada pela GloboNews. A previsão é que o ex-bilionário pouse no Aeroporto Internacional do Galeão às 10h30 dessa segunda-feira, 30, vindo de Nova York onde estava desde o dia 24.

Para um repórter das Organizações Globo, o empresário disse que está à disposição da Justiça, mas negou ter negociado uma delação. Segundo o empresário, o retorno servirá para “ajudar a passar as coisas a limpo”.

A Operação Eficiência, desdobramento da Calicute – fase da Lava Jato no Rio – descobriu que o empresário Eike Batista pagou propina de US$ 16,5 milhões para o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) por meio da conta Golden Rock no TAG Bank, no Panamá. Eike está sendo procurado pela Polícia Federal desde então e seu advogado havia informado as autoridades sobre o interesse do empresário em retornar.

A prisão preventiva de Eike foi decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio. Cabral também teve prisão decretada, mas ele já está recolhido no presídio de Bangu 8 desde novembro, alvo da Calicute. Segundo o Ministério Público Federal e a Polícia Federal a propina milionária foi solicitada por Cabral em 2010.

Para dar aparência de legalidade à operação foi realizado em 2011 um contrato de fachada entre a empresa Centennial Asset Mining Fuind Llc, holding de Batista, e a empresa Arcadia Associados, por uma falsa intermediação na compra e venda de uma mina de ouro. A Arcadia recebeu os valores ilícitos numa conta no Uruguai, em nome de terceiros mas à disposição do peemedebista. Da operação de repasse de US$ 16,5 milhões via conta no Panamá teria participado Flávio Godinho, vice presidente de futebol do Flamengo e do Grupo EBX, também alvo de mandado de prisão na Eficiência.

Os investigadores apontam envolvimento de Eike e Cabral em lavagem de US$ 100 milhões no exterior. A maior parte desse dinheiro – R$ 270 milhões – já foi repatriada, segundo os procuradores da República que investigam Eike e Cabral.

Na nova fase das investigações sobre a organização criminosa supostamente liderada pelo ex-governador do Rio, o Ministério Público Federal pediu à Justiça a decretação de dez prisões preventivas – por tempo indeterminado -, quatro conduções coercitivas e o cumprimento de buscas e apreensões em 27 endereços no Rio, Niterói, Miguel Pereira e Rio Bonito

 

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