Educação e inovação: o que temos a aprender com Israel?

Janguiê Diniz*

12 Outubro 2018 | 04h00

Com pouco mais de 8 milhões de habitantes, território pequeno, escassez de água e uma história milenar que tem sido reescrita há apenas 70 anos, Israel é um daqueles países que surpreendem pela capacidade de encontrar soluções, inovar e se estabelecer como polos globais de disseminação de conhecimento.

Conhecida como “nação das startups”, Israel conta com mais de 300 multinacionais instaladas em seu território. Entre os países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), é o que mais investe sua riqueza nacional em educação. Com 47% da população de 25 a 34 anos graduada em nível superior, publica aproximadamente 1% dos artigos científicos do mundo.

Como tudo isso foi possível em tão pouco tempo e o que o Brasil precisa fazer para chegar lá? As respostas para essas e muitas outras perguntas é o que o setor particular de educação superior do país vai buscar durante a 2.ª Delegação ABMES Internacional – Israel Experience, que acontece entre os dias 11 e 21 de outubro.

Durante 10 dias serão visitadas algumas das instituições de educação superior mais inovadoras do planeta. Inovadoras nas mais variadas concepções, do processo pedagógico à produção de novas tecnologias. Educação a distância, incubadora de projetos, impacto social na comunidade, centros de inovação no ensino, startups, educação e empreendedorismo e inovação na educação são alguns dos tópicos sobre os quais o grupo terá a oportunidade de ampliar seus conhecimentos e conhecer práticas modernas e transformadoras.

Outro objetivo da missão é estimular o processo de internacionalização das instituições de educação superior brasileiras. Por meio dele é possível trocar experiências, gerar novas ideias, discutir problemas, identificar soluções comuns e estabelecer pontes com organizações semelhantes.

Em uma sociedade do conhecimento, essa troca de informações e vivências não só fortalece as instituições para operarem com foco na melhoria dos seus processos e, consequentemente, na qualidade dos serviços ofertados, como amplia as possibilidades de desenvolvimento dos estudantes que buscam na experiência internacional uma forma de estarem conectados às tendências e inovações das áreas profissionais nas quais atuarão após a conclusão da graduação.

Acreditamos que a realização de delegações internacionais reforce nas instituições a importância do processo de internacionalização, tanto para o desenvolvimento institucional quanto para a comunidade acadêmica. Além disso, a experiência adquirida durante as visitas torna a internacionalização tangível para aquelas instituições que não sabiam como estruturar suas ações nesse sentido.

Por fim, as delegações internacionais promovidas pela ABMES também visam à apresentação da educação superior particular brasileira para diversas nações ao mesmo tempo em que estreita laços favorecendo a possibilidade concreta de parcerias entre instituições daqui e do exterior.

Desta forma, com a ida para Israel queremos compreender como funciona um dos principais polos de inovação do planeta e conhecer as melhores práticas nas áreas organizacional, educativa e gerencial, identificando oportunidades reais de cooperação internacional entre instituições de educação superior brasileiras e israelenses.

Não há dúvida de que o setor particular de educação superior retornará transformado após vivenciar as experiências israelenses na área. Com isso, ganham as instituições, ganham os estudantes e, sobretudo, ganha o Brasil.

*Janguiê Diniz, mestre e doutor em Direito, presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional, diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES)

Mais conteúdo sobre:

Artigo