Educação continuada e ensino digital: qual será o seu próximo passo?

Educação continuada e ensino digital: qual será o seu próximo passo?

Renan Brandão*

31 de março de 2020 | 13h30

Renan Brandão. FOTO: DIVULGAÇÃO

Continue. Siga em frente. Aprenda algo novo. Não pare de se desenvolver. Embora sejam premissas adotadas por um profissional que deseja manter-se atualizado em um mercado de trabalho em constante transformação, escolher o próximo passo em meio à grande variedade de opções pode não ser uma tarefa fácil.

O conceito de lifelong learning (educação ao longo da vida ou educação continuada) vem crescendo em sentido e importância à medida que as mudanças, alinhadas à evolução da tecnologia, aceleram seu passo. Nesse contexto, o ensino digital desponta como um caminho natural para a formação e o autodesenvolvimento.

Enquanto você lê este artigo, há um brasileiro estudando em Harvard, Stanford ou outra instituição de renome internacional sem sair de casa. Além dos ambientes digitais das próprias universidades, existem plataformas online, como o Coursera, dedicadas a proporcionar aos alunos o acesso a cursos de diversas instituições e áreas de conhecimento, transformando o que poderia parecer impossível ou improvável em uma questão de escolha (principalmente se considerarmos a existência de opções gratuitas – que normalmente, mas nem sempre, diferem das pagas por não conferirem ao aluno uma certificação ao término dos seus estudos).

Na mesma medida, crescem em qualidade e reconhecimento os cursos de graduação, pós-graduação e extensão no ensino digital nacional. Um ótimo exemplo é o da Estácio, cujo ensino digital é avaliado com nota máxima pelo Ministério da Educação (MEC). Diante do cenário, mesmo quem um dia teve ressalvas ou resistiu à possibilidade de estudar em modalidade não presencial deve considerar outros formatos.

Mas, tendo em vista a qualidade e a diversidade da oferta disponível a partir do ensino digital, como manter o foco e escolher, para o seu próximo passo, a opção mais adequada ao seu momento de carreira? A resposta certamente não é óbvia, mas aliar uma sólida formação acadêmica a cursos que desenvolvam conhecimentos específicos e soft skills (termo em inglês utilizado para definir habilidades comportamentais) pode ser um caminho interessante.

Não faltam estudos sustentando que grande parte das profissões do futuro sequer existe hoje. O Fórum Econômico Mundial, em trecho da publicação “The Future of Jobs 2018”, nos ajuda a compreender tal previsão: “À medida que as inovações tecnológicas mudam rapidamente a fronteira entre as tarefas de trabalho executadas por seres humanos e as realizadas por máquinas e algoritmos, os mercados de trabalho globais provavelmente sofrerão grandes transformações.”

É compreensível e comum, mesmo para profissionais maduros e experimentados, que esse tipo de afirmação gere apreensão, ansiedade ou receio. O essencial, para vencer tais sentimentos e acompanhar a velocidade das transformações, é incorporar o conceito de lifelong learning.

Opções realmente não faltam. Seja qual for o seu próximo passo, é importante pesquisar, conhecer as instituições, plataformas e cursos disponíveis e, sobretudo, ter foco e tranquilidade para tomar a melhor decisão. Afinal, mesmo diante de múltiplas e convidativas possibilidades, o tempo segue como recurso escasso.

Que sejamos felizes em nossas escolhas!

*Renan Brandão, é reitor do Centro Universitário Estácio de São Paulo

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