Educação como propulsor da inovação

Marcos Paim*

23 de fevereiro de 2019 | 07h00

Marcos Paim. FOTO: DIVULGAÇÃO

Divulgado recentemente, o Bloomberg Innovation Index 2019, um índice mundial que apresenta um ranking dos países mais inovadores, revelou, sem surpresas, Coreia do Sul, Alemanha e Finlândia na ponta. Na parte de baixo da tabela, também sem novidades, Brasil, Argentina e México marcam presença, dando destaque negativo à América Latina.

Entre uma série de itens medidos pelo indexador de Inovação da Bloomberg estão a produtividade, a pesquisa e a geração de patentes. Olhando para esses itens, podemos nos perguntar: Que tipo de educação uma pessoa precisaria ter para ajudar o país no desenvolvimento econômico e social? Pensando em educação formal, que tipo de escola precisamos para que nossos futuros profissionais sejam produtivos, criativos, críticos, questionadores, inovadores e até inventores?

Acredito que as escolas podem ajudar a desenvolver na maioria essas prestigiadas habilidades e competências nos alunos. Sabemos das dificuldades, mas temos de pensar em como, mesmo com recursos escassos, podemos transformar as escolas públicas e privadas em ambientes cujos os resultados ajudem a ampliar o desenvolvimento do País.

Os países do topo dos rankings de inovação e educação, como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), por exemplo, não fazem segredo: investem na qualidade dos professores. O investimento no professor é uma das apostas de maior retorno em educação, em especial nas ciências naturais e matemática, que são parte do coração dos programas que envolvem a metodologia STEM (da sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Em conjunto com as demais áreas do conhecimento presentes no currículo escolar, as áreas STEM abrem enormes possibilidades para os futuros inovadores do País.

Porém, para que o professor possa preparar futuros inovadores, ele mesmo precisa ser um na sua área de atuação e dentro da sala de aula. Assim, ele precisa melhorar seus métodos, favorecendo a aprendizagem dos alunos, experimentar e oferecer aos estudantes oportunidades de inovarem também. Parte do processo de inovação envolve pesquisa – uma excelente oportunidade de trabalhar conteúdos de ciências aplicados à realidade, à vida – e colaboração – aprender e ensinar colegas, sejam eles professores ou alunos, com foco especial em criar algum benefício coletivo, solucionando um problema real.

Enfim, inovar em sala de aula é também encontrar novas formas de aprender dando vida aos conteúdos, desfrutando da beleza da matemática e das ciências, gerando resultados para alunos, professores e toda a sociedade brasileira.

*Marcos Paim, professor e diretor do programa STEM Brasil da ONG Educando

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