Eduardo Cunha cai de novo nas mãos de Moro

Eduardo Cunha cai de novo nas mãos de Moro

Ação penal que o ex-presidente da Câmara respondia no Supremo Tribunal Federal por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos dos navios-sonda Petrobrás 10.000 e Vitória 10.000, passou para a 13.ª Vara Federal de Curitiba, sob tutela do juiz da Operação Lava Jato que já o condenou a 15 anos e quatro meses em uma primeira ação criminal

Julia Affonso e Ricardo Brandt

13 de dezembro de 2017 | 16h23

Eduardo Cunha. FOTO ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) caiu novamente nas mãos do juiz federal Sérgio Moro. A ação penal que o peemedebista respondia no Supremo Tribunal Federal passou a tramitar perante a 13.ª Vara Federal de Curitiba, sob tutela do juiz da Operação Lava Jato que já o condenou a 15 anos e quatro meses de prisão em um primeiro processo criminal.

Documento

Neste novo processo, Eduardo Cunha havia sido denunciado pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot. O ex-deputado e a ex-prefeita de Rio Bonito (RJ) Solange Pereira de Almeida foram acusados por crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro em contratos de fornecimento dos navios-sonda Petrobrás 10.000 e Vitória 10.000.

A denúncia foi recebida em 3 de março de 2016 do plenário do Supremo Tribunal Federal. O deputado de Eduardo Cunha foi cassado e o processo foi declinado para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região por causa do mandato de Solange Almeida, então prefeita de Rio Bonito. Quando a gestão de Solange se encerrou, a ação penal foi enviada a Moro.

No primeiro processo, Sérgio Moro condenou Eduardo Cunha a 15 anos e 4 meses de prisão por corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas. O peemedebista foi acusado de pegar US$ 1,5 milhão em propinas na compra do campo petrolífero de Benin, na África, pela Petrobrás, em 2011.

Nesta quarta-feira, 13, na segunda ação penal contra o ex-deputado sob tutela de o Moro, o magistrado mandou a secretaria da Vara selecionar três datas para que parlamentares, arrolados por Cunha como testemunhas de defesa, sejam ouvidos.

“Selecione a secretaria três datas para oitiva por videoconferência em Brasília dos parlamentares federais deputado federal Leonardo Picciani, deputado federal Sergio Moraes, deputado federal Marcelo Guilherme Aro Ferreira, deputado federal José Alberto Oliveira Veloso Filho, deputado federal Felipe Leone Bornier de Oliveira, deputado federal Mauro Ribeiro Lopes e senador Edison Lobão”, ordenou o juiz.

“Em seguida, oficie-se aos parlamentares pelo meio mais expedito solicitando respeitosamente a indicação de uma das datas e horários para a oitiva.”

Tendências: