Eduardo Bolsonaro pede ao TSE que informe se vai exigir comprovante de vacinação dos eleitores

Eduardo Bolsonaro pede ao TSE que informe se vai exigir comprovante de vacinação dos eleitores

Em consulta ao tribunal, deputado também questiona se governadores e prefeitos poderão definir critérios sanitários para ingresso nos locais de votação

Rayssa Motta

16 de fevereiro de 2022 | 14h08

O deputado federal Eduardo Bolsonaro junto de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro. Foto: Gabriela Biló / Estadão

A menos de oito meses das eleições, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) enviou um pedido formal de informações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para saber se haverá exigência do comprovante de vacinação contra a covid-19 nos locais de votação.

Em sua consulta, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) também pergunta se os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), assim como governadores e prefeitos, terão autonomia para estabelecer critérios sanitários para o ingresso dos eleitores nos ambientes de votação, especialmente em relação à obrigatoriedade do passaporte da vacina.

O documento foi enviado ao TSE no último dia 31 e distribuído ao gabinete do ministro Edson Fachin, que na próxima terça-feira, 22, assume a presidência do tribunal pelos próximos seis meses.

Em entrevista ao Estadão, Fachin projetou que a democracia brasileira pode passar pelo seu ‘maior teste’ caso Bolsonaro não aceite uma eventual derrota nas urnas. O presidente vem tumultuando há meses o processo eleitoral ao levantar suspeitas infundadas sobre a segurança do sistema de votação e inclusive virou alvo de investigações da Polícia Federal pela conduta.

Até o momento, não há definição do TSE sobre a obrigatoriedade do comprovante de vacina para votar. O atual presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, disse no mês passado que as medidas sanitárias recomendas serão tomadas ‘na ocasião própria, com a consultoria de especialistas’.

No caso de uma eventual cobrança do passaporte de vacina, o próprio presidente corre o risco de ser barrado no local de votação. Bolsonaro ainda não foi imunizado.

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