Edtechs: as tendências para o novo mercado da educação

Edtechs: as tendências para o novo mercado da educação

Sergio Agudo*

07 de abril de 2021 | 04h30

Sergio Agudo. FOTO: DIVULGAÇÃO

Com mudanças rápidas e bruscas ocorrendo a todo momento em diversos segmentos no Brasil e no mundo, as atividades sociais e econômicas seguem se adaptando e em busca de compreender o “novo normal”. Com tantas readequações, é inegável que muitos setores tenham sofrido impactos negativos tiveram que “renascer” e descobrir alternativas com o uso da tecnologia, como é o caso da educação. Como forma de se ajustar aos novos tempos, a transformação digital agora caminha a largos passos e, rapidamente, revoluciona a forma de se ensinar e de se aprender. Muito mais do que as aulas das escolas e universidades, o período também colocou em evidência a busca por especialização em tempos de isolamento social. Prova disso foi o crescimento de 130% na busca por cursos EAD deste segmento durante o pico da quarentena, segundo levantamentos do Google em 2020.

Contudo, engana-se quem pensa que essa é uma novidade engajada apenas pela crise sanitária que estamos vivendo. A procura por cursos de ensino à distância segue em crescimento constante nos últimos cinco anos. A realidade é que, apesar de o estudo online ainda sofrer com muito preconceito, vivemos um momento em que até aqueles receosos em migrar para o ambiente digital se veem obrigados a estudar remotamente. Essa mudança acelerou algumas tendências para o setor que, sem isso, talvez demorassem mais para se concretizarem.

Entre elas, está o aprendizado via dispositivos móveis, que trazem conforto e mais engajamento para os estudos. De acordo com um estudo publicado pela CNBC, até 2025, quase 3/4 da população da web acessará a internet apenas por meio de seus celulares. Diante deste cenário, não há dúvidas que 2021 pode ser o ano oficial para o pontapé nos estudos por meio de smartphones.

Outro exemplo interessante do que está sendo colocado em prática na educação e deve ganhar destaque nesse ano é o “microlearning”. O termo se refere a módulos de aprendizado menores, que necessitam de períodos de atenção mais curtos e garantem que os alunos absorvam o conhecimento com mais eficiência. Também não podemos deixar de fora a análise de Big Data, que tem papel fundamental para entender bem o perfil dos alunos e produzir conteúdos afinados no interesse do público. Com isso, as aulas tornam-se personalizadas e muito mais interessantes ao estudante que está do outro lado da tela, o que também impacta diretamente na forma como ele recebe e absorve as informações.

Além disso, é possível ver uma tendência que tem sido importada de terras gringas aqui para o Brasil, que são as masterclass. Muito mais do que contar com professores gabaritados no quesito acadêmico e teórico, contar com aulas ministradas por profissionais e autoridades em seus setores, que “respiram” aquele assunto e conhecem, na prática, todos os desafios e pulos do gato do setor. Muito mais do que aprender de maneira generalista, entender algo sob a ótica de um especialista traz o gás e os macetes necessários para tornar os estudos mais estimulantes, criativos e com mais engajamento.

Entre tantas mudanças que prometem revolucionar de vez o futuro dos estudos, talvez a mais significativa no momento ainda seja a maior aceitação do ensino à distância. 2021 provavelmente irá consolidar de vez este método de aprendizado. Mas seja nesse ano ou em qualquer outro, se eu tivesse que apostar em uma tendência para o mercado de aprendizado nos próximos anos seria com toda certeza: o fim do preconceito contra o EAD.

*Sergio Agudo é CEO da Curseria

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