Editora investigada na Lava Jato fez campanha ilegal para Dilma

Editora investigada na Lava Jato fez campanha ilegal para Dilma

Empresa teria recebido R$ 1,5 milhão do esquema da Petrobrás a pedido do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso nesta quarta-feira como operador de propina

Redação

15 Abril 2015 | 10h53

Por Andreza Matais, Fausto Macedo e Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba
A Editora Gráfica Atitude Ltda. investigada pela Operação Lava Jato foi punida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda ilegal da campanha da presidente Dilma Rousseff em 2010. A empresa teria recebido R$ 1,5 milhão do esquema da Petrobrás a pedido do tesoureiro do PT João Vaccari Neto, apontado como operador do PT no esquema de corrupção da Petrobrás. O petista foi preso nesta quarta-feira na 12a fase da Operação Lava Jato.
Capa da revista da Editora Atitude que, segundo o TSE, fez propaganda ilegal de Dilma

Capa da revista da Editora Atitude que, segundo o TSE, fez propaganda ilegal de Dilma

O pagamento à gráfica teria sido feita pela empresa de Augusto Mendonça, um dos delatores do esquema, que tinha contratos com a petroleira a pedido de Vaccari. Os investigadores buscam a quebra dos sigilos bancários e fiscal da gráfica para avaliar se outras empresas do esquema da Lava Jato também fizeram pagamentos.
A gráfica foi punida juntamente com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) por fazerem propaganda eleitoral ilícita em favor da então candidata Dilma Rousseff, e contrária a José Serra, candidato do PSDB em 2010.
Os ministros do Tribunal entenderam que tanto a CUT como a gráfica desrespeitaram a legislação eleitoral ao promoverem a candidatura de Dilma em jornal bancado pela central e em revista produzida pela editora, respectivamente em setembro e outubro de 2010.
Trecho da petição do MPF sobre pagamentos a gráfica

Trecho da petição do MPF sobre pagamentos a gráfica

 

 

Trecho de notícia do TSE sobre gráfica ligada ao PT anexada em prisão de Vaccari

Trecho de notícia do TSE sobre gráfica ligada ao PT anexada em prisão de Vaccari

 

No pedido de prisão, a força-tarefa destaca a relação de Vaccari com a gráfica e a campanha de 2010.

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