Edilson Capetinha depõe na PF sobre esquema de fraude a loterias

Ex-jogador da seleção pentacampeã do mundo foi intimado para falar no inquérito da Operação Desventura

Redação

14 de setembro de 2015 | 16h17

Edilson Capetinha. Foto: Alaor Filho/AE - 6/3/2002

Edilson Capetinha. Foto: Alaor Filho/AE – 6/3/2002

Atualizada às 22h29

Por Andreza Matais, de Brasília, e Julia Affonso

O ex-jogador da seleção brasileira pentacampeã do mundo Edilson Capetinha está prestando depoimento à Polícia Federal em Goiás sobre seu suposto envolvimento com esquema investigado na Operação Desventura que apura fraude no pagamento de loterias da Caixa Econômica Federal.

Edílson da Silva Ferreira, mais conhecido como Edílson Capetinha, baiano de Salvador, de 44 anos,foi atacante de alguns dos principais times do País, Corinthians, Palmeiras, Flamengo, Vasco, Cruzeiro, Bahia e Vitória. Em 2002, ele fez parte do elenco que conquistou o último título mundial da Seleção Brasileira, disputado na Ásia.

O ex-jogador negou envolvimento com o esquema de fraudes contra a loteria e disse que se apresentou espontaneamente à Polícia Federal em Goiânia porque quer colaborar com as investigações.

O esquema fazia contato com gerentes da Caixa Econômica Federal (CEF) que se encarregavam de viabilizar o recebimento do prêmio de loteria por meio de suas senhas, validando de forma irregular, bilhetes falsos, segundo a PF. A operação ilegal contava com ajuda de correntistas do banco, escolhidos por movimentarem grandes volumes de dinheiro, que ajudariam a recrutar gerentes da Caixa para a fraude. A PF afirmou que Edilson Capetinha fazia parte do grupo dos correntistas.

Em 2014, ganhadores de loteria deixaram de resgatar R$270, 5 milhões em prêmios da Mega-sena, Loteca, Lotofácil, Lotogol, Quina, Lotomania, Dupla-sena e Timemania.

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