Economia colaborativa na advocacia

Pedro Vale*

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Pedro Vale. FOTO: DIVULGAÇÃO

A economia colaborativa vem ganhando cada vez mais relevância e é, sem sombra de dúvidas, o novo modelo econômico mundial, que será responsável pelo divisor de águas entre a velha e a nova economia.

A principal característica da economia colaborativa é a descentralização e eliminação de intermediários tradicionais e isso somente é possível em razão das novas tecnologias, como: blockchain, geolocalização e split de pagamentos, possibilitando um único pagamento ser dividido entre vários recebedores.

Acredita-se que cada dia mais profissões e empresas que desenvolvem essencialmente o papel de intermediação, como: corretoras de seguros, imobiliárias, agenciador de cargas, agências de turismo, dentre outras, tendem a diminuir seu papel; acabar, em alguns casos, ou precisarão mudar drasticamente o modelo de seus negócios para se adaptarem aos novos tempos.

A sociedade tinha como cultura a contratação de determinados serviços por meio de empresas tradicionais e isso se transmutou na contratação de pessoas que prestam serviços por meio de plataformas colaborativas, saindo da velha economia, como, por exemplo,  passando das cooperativas de táxis para a Uber.

Modelos de negócios como Uber, Rappi, Airbnb, Ifood, Helpie utilizam tecnologia para viabilizar a economia colaborativa, permitindo a contratação de uma pessoa para entregar sua comida, que não possui qualquer vínculo com o restaurante ou com o aplicativo de entrega, ou pegar uma carona por meio de aplicativo do waze sem, sequer, conhecer o motorista.

A tecnologia permite nos conectarmos com estranhos e a economia colaborativa é o futuro para vários setores da economia, reduzindo custos e aumentando produtividade.

No mercado jurídico a economia colaborativa já é realidade e está substituindo a tradicional forma de contratar advogados correspondentes para realização de diligencias e audiências.

Plataformas como JURÍDICO CERTO e DILIGENTE.APP permitem a contratação quase que instantaneamente de advogados correspondentes para realização de audiências, despachos e cópias de processos, conectando escritórios de advocacia a advogados autônomos, sem intermediários, e até mesmo sem a necessidade de busca e verificação de disponibilidade, uma vez que a plataforma utiliza de geolocalização para enviar a notificação da oportunidade da audiência para o advogado correspondente mais próximo ao fórum e esse por sua vez aceita somente se tiver condições de atender.

Pouco tempo atrás os advogados que possuíam audiências fora da sua comarca dependiam de conhecer alguém ou de indicação de outros advogados, para contratar um profissional correspondente para realizar uma audiência em local distinto do seu local de trabalho e hoje, simplesmente contratam e fazem todo pagamento pela plataforma, o que definitivamente é um ganho de tempo e produtividade no dia a dia do escritório de advocacia.

A nova economia é um sistema descentralizado, escalável, pautado na colaboração, eliminando intermediários por meio de tecnologia e baseado na convicção  de que a relação de confiança pode ser ampliada e estabelecida com pessoas fora do seu ciclo de convivência e que isso pode facilitar e acelerar o seu negócio e a sua rotina.

*Pedro Vale, advogado, sócio do escritório Oliveira, Vale, Securato & Abdul Ahad Advogados

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